Estudando em uma escola Kiwi


Tudo aqui na Nova Zelândia por si só já é estranho, mas estudar em uma escola Kiwi é a experiência de estar de outro planeta! O método é inglês, então é muito diferente dos filmes americanos e, principalmente, das escolas brasileiras. Vou tentar explicar como é o meu dia-a-dia no Takapuna Gramma College:

Pedro e eu muito felizes e bem-vestidos no primeiro dia de aula!

AULAS E PROFESSORES: Ao escolher as matérias no primeiro dia de aula, a escola vai montar o Timetable – o horário de aulas – e cada estudante tem o seu individual. São cinco períodos, começando às 9h e terminando às 15h10. As aulas são legais, mesmo na primeira semana eu não entendendo muita coisa do que os professores falavam, mas é normal! Eles costumam passar muitos exercícios em classe e sentamos em duplinhas, então é bem bacana para fazer amizades. Não esperem estudar loucamente como no Brasil: os assuntos costumam ser mais fáceis e as atividades bem ‘primárias’ -  hahaha. Eu e meus amigos do Brasil ficamos inconformados em ter que colorir mapas na aula de geografia e fazer recortes na aula de hospitality, mas depois a gente foi pegando o jeito!

ESPAÇO FÍSICO: No primeiro dia li no meu Timetable: “P. 1 L2Math N34″. E isso só me disse que eu tinha aula de matemática. A escola é enorme e cheia de blocos, prédios e salas com numeração descordenada, então achar a sala certa requer boa memória. “P.1″ é o primeiro perídodo do dia, “L2″ o nível, “N” o bloco e “34″ a sala. Com o tempo, mais uma vez, vamos pegando o jeito! Quando acaba uma aula temos que ir correndo para a outra, que pode ser na sala do lado ou no bloco mais distante de todos (só para constar, não é legal quando chove). (mais…)

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Hostfamily Neozelander


Eu nunca estive com famílias de outros países, mas tenho certeza de que não existe povo mais diferente do que o neozelandês. A começar pelas 15 horas a mais de fuso, os costumes aqui são completamente opostos dos do Brasil. Como eu contei há alguns posts atrás, minha hostfamily é composta por apenas uma mãe, sem pai e sem irmãos (fora a Diana, espanhola intercambista que vai ficar só 2 meses). É comum as famílias não terem pai, porque mais de 55% das mulheres aqui são mães solteiras! Não que seja perfeito, mas é um país muito igualitário e os kiwis em geral levam uma vida simples. As casas costumam ser grandes e espaçosas, com quintal e jardim. Casas com crianças quase sempre (JURO) tem cama elástica! Mas a diversão principal da minha hostmom são as três galinhas dela – hahaha.

Ganhei da hostmom meias de lã, uma caneca e um chocolate muito bom! (sorry, about the chocolate!)


Assim que entrei no meu quarto recebi uma folha com todas as regras da casa. É super importante ler essas regras porque eles ficam chateados, desapontados ou bravos mesmo quando algo está errado.

Vou compartilhar com vocês quais são as minhas regras:

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Primeiro dia em Auckland, Nova Zelândia


Assim que chegamos ao aeroporto de Auckland, tinha uma equipe do STB Pacific para receber a gente! Eles deram um cartão telefônico para todo mundo ligar e falar com os pais. No aeroporto mesmo muita gente já faz o câmbio dos dólares que trouxe para o NZ$ e também pode sacar dinheiro do Visa Travel Money no primeiro caixa eletrônico. É impossível achar essa moeda em algum câmbio do Brasil sem reservar antes e acaba nem valendo a pena.

Primeiro sinal de mundo que vemos em mais de 24 horas!

Primeiro sinal de mundo que vemos em mais de 24 horas!

Depois fomos para o ônibus enorme que estava nos esperando para nos levar direto do aeroporto para o Museu de Auckland. Ninguém ia querer perder o show de cultura Maori do Museu, não é?! O show é muito legal e eles são extremamente simpáticos. O inglês é meio difícil de entender no começo, mas dá pra pescar umas palavras. Eles cantam e dançam o tempo todo, mostram as  armas e jogos maoris e até ensinam para gente a Haka, dança típica que a seleção nacional de rugby sempre representa antes dos jogos. No Museu também dá para ver como eram as construções deles e as armas e objetos bem de pertinho.

Aparentemente, a gente trouxe o sol, porque pelo o que todo mundo falou, nessa época do ano costuma chover muito! Mas mesmo o sol não consegue disfarçar o frio de 6º C que quase congelou os mais despreparados (eu, precavida, tinha um urso sintético beeem quentinho para me proteger). (mais…)

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2nd Step – Escolhendo a escola


Após escolher sua cidade, é o momento de escolher a sua escola. Na Nova Zelândia as escolas costumam assumir por completo o estudante, escolhendo e monitorando a hostfamily e o comportamento do intercambista. Elas entendem que se o jovem saiu de seu país de origem para estudar nesta escola, ele é de total responsabilidade dela. Todas as escolas indicadas no Programa de High School do STB tem um setor especializado só em receber e integrar intercambistas, o que é muito bacana, porque podemos procurá-los para tratar de dúvidas relacionadas a tudo!

Existem escolas de todos os tipos e métodos, mas todas são completamente diferentes das escolas do Brasil. Como elas seguem o Sistema Britânico de Ensino, além de estudar em período integral (8 a.m. to 3 p.m.), o aluno tem mais de 30 opções de matérias! Desde matemática e história, até culinária, fotografia e marcenaria! No caso dos brasileiros, é aconselhável cursar as matérias comuns do nosso currículo, para ter menos problemas na volta com o vestibular, por exemplo.  Mas nem dá para ficar triste, porque existem mais de 80 (é sério!) cursos extracurriculares, que incluem o estudo de vários instrumentos, aulas de “liderança” e debate, aulas de vela, hockey e de tantos outros esportes, alguns que eu nem sabia da existência!

Agora, a matéria imprescindível para qualquer intercambista é a ESOL – English as Second Language. São as aulas focadas para quem quer aprender inglês como segunda língua. É muito legal porque como em todas as aulas quem muda de sala é o aluno e não o professor, nessas turmas sempre tem gente do mundo todo! (mais…)

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