Estudante de High School também merece férias!


Já falei como foi para chegar até Singapura, agora falta falar o que eu fiz lá, certo? Bom, é isso que eu vou falar neste e nos próximos posts. E serão alguns, porque mesmo que todo mundo pense que Singapura é uma cidade rural, ela é de longe a mais desenvolvida que eu já visitei. Ela tem tantas atrações diferentes que nos 21 dias que eu passei lá não consegui fazer tudo o que tinha na cidade. Ela é pequena só no tamanho, porque de pequena não tem nada e como eu nunca visitei Paris, Singapura é a minha cidade luz! : )

Bom, logo no primeiro dia depois da minha chegada, fomos ao Underwater World e Dolphin Lagoon, onde vimos aquários lindos. Lá podíamos mergulhar com os tubarões, mexer nas arraias, ver o show dos golfinhos e ir a um dos muitos fish spas de Singapura, onde você bota o pé num aquário enorme com peixinhos pequenos e eles ficam beliscando seu pé. E ainda tirei foto com cobras na entrada.

Alguns dias depois, nós também fomos no Night Safari, que é como se fosse um zoo onde os animais ficam soltos e nós podemos passear por lá em um ônibus aberto com guia ou andando mesmo. Tem várias áreas como África, Ásia, Florestas da América do Sul… Foi bem divertido também, nós chegamos às 8h da noite e saímos de lá meia noite. Foi muito interessante porque nós pudemos ver os animais em seus hábitos noturnos e eles não ficam enjaulados. A única parte chata é que como é de noite, não se pode tirar foto com flash porque agride os animais, então não tenho fotos do Night Safari para mostrar para vocês. ÓÓÓÓ. (mais…)

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Estudando em uma escola Kiwi


Tudo aqui na Nova Zelândia por si só já é estranho, mas estudar em uma escola Kiwi é a experiência de estar de outro planeta! O método é inglês, então é muito diferente dos filmes americanos e, principalmente, das escolas brasileiras. Vou tentar explicar como é o meu dia-a-dia no Takapuna Gramma College:

Pedro e eu muito felizes e bem-vestidos no primeiro dia de aula!

AULAS E PROFESSORES: Ao escolher as matérias no primeiro dia de aula, a escola vai montar o Timetable – o horário de aulas – e cada estudante tem o seu individual. São cinco períodos, começando às 9h e terminando às 15h10. As aulas são legais, mesmo na primeira semana eu não entendendo muita coisa do que os professores falavam, mas é normal! Eles costumam passar muitos exercícios em classe e sentamos em duplinhas, então é bem bacana para fazer amizades. Não esperem estudar loucamente como no Brasil: os assuntos costumam ser mais fáceis e as atividades bem ‘primárias’ -  hahaha. Eu e meus amigos do Brasil ficamos inconformados em ter que colorir mapas na aula de geografia e fazer recortes na aula de hospitality, mas depois a gente foi pegando o jeito!

ESPAÇO FÍSICO: No primeiro dia li no meu Timetable: “P. 1 L2Math N34″. E isso só me disse que eu tinha aula de matemática. A escola é enorme e cheia de blocos, prédios e salas com numeração descordenada, então achar a sala certa requer boa memória. “P.1″ é o primeiro perídodo do dia, “L2″ o nível, “N” o bloco e “34″ a sala. Com o tempo, mais uma vez, vamos pegando o jeito! Quando acaba uma aula temos que ir correndo para a outra, que pode ser na sala do lado ou no bloco mais distante de todos (só para constar, não é legal quando chove). (mais…)

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Férias em Singapura


Oi galera! Eu sei que sumi um pouquinho, mas eu tenho um bom motivo e uma boa notícia para vocês! O motivo é que eu fui passar as férias de julho em Singapura e eu não tinha tempo nem computador para poder contar minhas news para vocês. A boa notícia é que além de contar como são as coisas aqui na Austrália, também vou falar da minha viagem das férias.

Agora vocês devem estar pensando “que coisa estranha, a Vivi está na Austrália e foi passar férias em Singapura?” Pois é, eu também acharia estranho, mas eu decidi ir para lá porque minha mãe está morando lá com meu padrasto e para melhorar mais ainda, meu namorado também podia ir para lá passar as férias comigo! Então, eu juntei várias coisas boas em uma viagem só: conhecer um país novo e ainda matar a saudade da minha mãe e do meu namorado. Querem coisa melhor?

Bom, tudo começou quando eu tive a idéia de passar as férias do meio do ano no Brasil, que não deu certo porque ia ser muito complicado e minha mãe achou melhor eu conhecer outro lugar. Então, pensamos em Singapura, que é um país incrível, mesmo sendo super pequeno. Conversei com a coordenadora da escola, comprei a minha passagem, mandei um formulário de autorização para minha mãe assinar e um para a coordenadora STB de Sydney, que é responsável por mim. Foi muito simples porque a minha mãe estaria lá para cuidar de mim, então o governo daqui libera tranquilamente.

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Emoções de um intercambista


Ficar fora um ano? Deixar tudo e todos para morar em um país totalmente diferente do meu? E a saudade? E o frio, calor? E os irmãos, amigos, costumes?

São inúmeras as sensações que um intercambista sente, e tudo começa no momento em que se decide embarcar nessa “grande e diferente” aventura. Antes mesmo de embarcar você começa sentir a pressão, a responsabilidade, a seriedade do seu novo passo. No começo você não liga tanto pois falta muito tempo e desanima pensar que existem ainda 300, 200 dias separando você do seu grande sonho.

Aí vem os preparativos iniciais, mas lembrando que tudo ainda parece estar muito longe. Chega a ser cruel e duvidoso qual foto colocar no application. E a carta para a host family então? Parece uma batalha! Como se você tivesse que arrumar a bagunça do seu quarto, deixar ele limpo, bonito e sem nenhum erro. Você lê, relê, apaga e escreve de novo. Pô… é a minha futura família que vai ler isso, é essa a primeira impressão que eu vou causar. Você envia o application e 10 minutos depois já se pergunta: “e a minha família, cadê?”.

Os dias vão passando e você para de pensar um pouco nisso tudo. De repente aqueles 300, 200 dias que faltavam se transformam em 90, 60 dias, e você fica meio desesperado achando que não vai dar tempo de fazer tudo o que tem que fazer antes de ir embora. Não vai dar tempo de aproveitar todos os amigos, o calor e o frio do Brasil. Você começa a pré-sentir falta de tudo: da bronca dos pais, das brigas com o irmão, de arrumar o quarto e das coisas que antes eram chatíssimas. Nas reuniões de pré-embarque você chora, sente a pressão aumentar e é como se alguém pegasse um balde cheio de “caia na real, está mesmo acontecendo” e jogasse em você sem dó.

Você vai tirar o visto e vê aquele mar de gente querendo ir para o mesmo país que você, percebe que você não está sozinho nessa, por mais que nem todos estejam ali com o mesmo propósito. A partir daí tudo começa a se misturar: seus sentimentos, seus medos, suas incertezas, suas expectativas e a sua realidade deixa de ser realmente só sua. Você começa a compartilhar com o mundo, com os pais, com os amigos, não aguenta a ansiedade e por mais que faltem apenas 30 dias você se sente mais longe do que nunca da data de embarque. Levo isso? Compro lá? Não levo? Que esportes vou fazer? Que matérias vou cursar? Como vai ser meu primeiro dia? E quando eu deitar a primeira noite e me dar conta que estou realmente lá? Aaah como um intercambista sofre com tanta felicidade! E tudo isso antes de realmente ir!

Meu nome é Eduardo Wilches, tenho 17 anos e moro em São Paulo. Compartilharei a experiência, a batalha, a aventura e tudo que um intercambista sente antes, durante e depois desse momento que muitos dizem ser nem melhor, nem pior … apenas diferente.

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