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Emoções de um intercambista

Publicado em Viajante STB | 23 de julho de 2010 | 10:33 por Eduardo Wilches

Ficar fora um ano? Deixar tudo e todos para morar em um país totalmente diferente do meu? E a saudade? E o frio, calor? E os irmãos, amigos, costumes?

São inúmeras as sensações que um intercambista sente, e tudo começa no momento em que se decide embarcar nessa “grande e diferente” aventura. Antes mesmo de embarcar você começa sentir a pressão, a responsabilidade, a seriedade do seu novo passo. No começo você não liga tanto pois falta muito tempo e desanima pensar que existem ainda 300, 200 dias separando você do seu grande sonho.

Aí vem os preparativos iniciais, mas lembrando que tudo ainda parece estar muito longe. Chega a ser cruel e duvidoso qual foto colocar no application. E a carta para a host family então? Parece uma batalha! Como se você tivesse que arrumar a bagunça do seu quarto, deixar ele limpo, bonito e sem nenhum erro. Você lê, relê, apaga e escreve de novo. Pô… é a minha futura família que vai ler isso, é essa a primeira impressão que eu vou causar. Você envia o application e 10 minutos depois já se pergunta: “e a minha família, cadê?”.

Os dias vão passando e você para de pensar um pouco nisso tudo. De repente aqueles 300, 200 dias que faltavam se transformam em 90, 60 dias, e você fica meio desesperado achando que não vai dar tempo de fazer tudo o que tem que fazer antes de ir embora. Não vai dar tempo de aproveitar todos os amigos, o calor e o frio do Brasil. Você começa a pré-sentir falta de tudo: da bronca dos pais, das brigas com o irmão, de arrumar o quarto e das coisas que antes eram chatíssimas. Nas reuniões de pré-embarque você chora, sente a pressão aumentar e é como se alguém pegasse um balde cheio de “caia na real, está mesmo acontecendo” e jogasse em você sem dó.

Você vai tirar o visto e vê aquele mar de gente querendo ir para o mesmo país que você, percebe que você não está sozinho nessa, por mais que nem todos estejam ali com o mesmo propósito. A partir daí tudo começa a se misturar: seus sentimentos, seus medos, suas incertezas, suas expectativas e a sua realidade deixa de ser realmente só sua. Você começa a compartilhar com o mundo, com os pais, com os amigos, não aguenta a ansiedade e por mais que faltem apenas 30 dias você se sente mais longe do que nunca da data de embarque. Levo isso? Compro lá? Não levo? Que esportes vou fazer? Que matérias vou cursar? Como vai ser meu primeiro dia? E quando eu deitar a primeira noite e me dar conta que estou realmente lá? Aaah como um intercambista sofre com tanta felicidade! E tudo isso antes de realmente ir!

Meu nome é Eduardo Wilches, tenho 17 anos e moro em São Paulo. Compartilharei a experiência, a batalha, a aventura e tudo que um intercambista sente antes, durante e depois desse momento que muitos dizem ser nem melhor, nem pior … apenas diferente.


3rd Step – Visto, hostfamily and New Zealand here I go!

Publicado em Diário da Isa, Dicas de Viagem, High School | 05 de julho de 2010 | 09:00 por Isadora Barretto

Despois de preparar o Application (veja o último post!) e enviá-lo para a escola desejada, basta esperar algumas semanas para que eles comecem a enviar os documentos necessários para a ida. O chato é que as cartas oficiais de aceitação demoram um pouquinho para chegar, o que deixa a espera pelo visto mais angustiante!

Não é necessário visto para quem vai apenas passear ou fazer um curso de até 3 meses,  mas os  que pretendem ficar por um período maior ou fazer High School, precisam. A Embaixada da Nova Zelândia fica em Brasília e faz uma série de exigências, além dos muitos documentos e formulários necessários. O pessoal do STB me ajudou muito nessa etapa, mas é bom dar uma olhada no site da Embaixada e providenciar tudo com o máximo de antecedência! A boa notícia é que não precisamos ir a Brasília e o visto pode ser requerido via despachante. Depois de tudo pronto, só precisamos agurdar o visto chegar pelo correio. A propósito, o meu ainda não chegou! O.O

www.nzembassy.com

Para os que vão cursar o segundo semestre, as informações da hostfamily costumam chegar em meados de junho. No meu caso, a escola só mandou uma carta com o endereço e o e-mail da minha hostmom, dizendo que se eu quisesse saber mais tinha de entrar em contato com ela. Me animei logo e na hora já fui escrever um e-mail enooooorme perguntando tudo sobre a vida dela! É muito importante fazer contato com a família antes de viajar, porque assim já se viaja sabendo mais ou menos o que vai encontrar por lá e o comportamento que se deve adotar. É claro que com base nos gostos e modo de vida, a escola vai procurar a família mais adequada ao estudante. Mas nem tudo é perfeito e devemos estar prontos para nos adaptar às diferenças, que são principalmente culturais.

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Chegando em Adelaide no Australia Day!

Publicado em Diário da Vivi, High School | 09 de junho de 2010 | 15:30 por Vivi Mascarenhas

Dia 26 de janeiro foi um grande dia para mim e para os outros intercambistas do STB que iriam ver a host family pessoalmente pela primeira vez. E, adivinhem? Foi logo no Australia Day! Esse é um dia especial! É como se fosse o dia do descobrimento da Austrália e o pessoal daqui comemora todos os anos com muita empolgação.

Mas a nossa empolgação era diferente da deles e ela começou de manhã bem cedinho, quando descemos com a nossa bagagem para a entrada do hotel e fomos para o aeroporto de Sydney para pegar o vôo com destino a nossa própria cidade. Eu voei para Adelaide com mais sete brasileiros, todos muito nervosos e preocupados. Os comentários mais frequentes no avião eram: “será que eles vão gostar de mim?”; “será que a minha família vai ser a primeira?”; “será que a minha vai ser a última?”. Estávamos todos muito nervosos, afinal, iríamos conhecer as pessoas com quem passaríamos os próximos seis meses ou, no meu caso, um ano. Antes de virmos, nós recebemos do STB uma ficha de informações da família, com uma fotografia deles e com o email para começarmos a comunicação.

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Cheguei em Toronto!

Publicado em Diário da Lidi, Intercâmbio | 03 de maio de 2010 | 11:48 por Lidi Faria

E depois de muita ansiedade, chororô no aeroporto, saudade, etc., cheguei em Toronto. Tudo é mágico!

O vôo e o aeroporto

Vim de Air Canada, sem atrasos e num vôo super tranquilo, direto para Toronto. O avião era gigante – e a classe econômica, com pouco espaço. Normal.

Tive a sorte de sentar ao meu lado uma moça muito simpática, a Lívia. Ela tem a mesma idade que eu, vai estudar, namora (e também já estava com saudade)… Conversamos bastante, rimos, comemos e dormimos, o que fez com que eu nem sentisse às quase 11h de viagem. Acompanhamos de hora em hora o mapa na TV…

Quando chegamos em Toronto, passamos primeiro pela imigração. Eles perguntaram quanto tempo vou ficar no país, onde vou estudar e pediram o ticket do vôo e o passaporte – tudo em inglês. Fiquei assustada, mas passei na boa – ufa! Pegamos as malas na esteira e saímos.

Transfer

Do aeroporto até a homestay foram uns 30 minutos. Não é longe, mas aconselho imensamente que todos contratem um transfer, ou seja, alguém pra te buscar no aeroporto. Você sai do vôo confuso, cansado, feliz… É tanto sentimento que nem dá pra pensar direito.

Uma senhora muito simpática me trouxe até a casa… Mostrou algumas partes de Toronto no caminho e chorou comigo no caminho quando eu disse que estava com saudade da minha família e do namorado. Fofa, né? :) Leia mais…