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Au Pair nos EUA: Retrospectiva 2011!

Publicado em Diário da Beatriz | 16 de janeiro de 2012 | 09:41 por Beatriz Morgado

Para vocês terem ideia de quanta coisa pode acontecer na vida de uma Au Pair nos Estados Unidos, resolvi fazer uma retrospectiva da minha vida “auperiana” contando um pouquinho de tudo que aconteceu comigo em 2011 a partir de abril, que foi quando eu cheguei, de uma forma resumida e dividida por meses! Espero que vocês gostem!

Abril: rolou uma choradeira básica no aeroporto de São Paulo, ao me despedir da minha família e entrar no avião! Conheci pessoas do mundo inteiro no treinamento da Au Pair Care em New Jersey. Passeei na Times Square pela primeira vez. Comprei meu Macbook, um dos primeiros sonhos realizados! Conheci minha host family pessoalmente! Yay! Vi meus babies começarem a engatinhar. Comemorei o feriado de páscoa sem ovos de chocolate pela primeira vez, mas com um monte de presentes, como se fosse natal!

 Despedida da família no aeroporto de Guarulhos. Que saudade!Despedida da família no aeroporto de Guarulhos. Que saudade!!!

Maio: Aprendi a andar de trem na Pensilvânia e entender como funciona os schedules. Fiz minhas primeiras amizades. Comprei meu GPS e comecei a dirigir mais e a conhecer lugares novos. Fui para a praia pela primeira vez com minhas amigas (Point Pleasant Beach, em New Jersey). Fiz o primeiro de muitos passeios turísticos na Philadelphia e fui a um rinque de patinação. Celebrei o primeiro feriado tipicamente americano, o Memorial Day.

Junho: O verão começou e eu cheguei à conclusão que é mais quente que no Brasil, pelo menos onde eu morava! Participei do meu primeiro garage sale, organizado pela minha host mom para vender roupas de crianças que ela não usaria mais. Fui para Jersey Shore quase todos os finais de semana com a minha host family. Minhas amigas curtiram alguns fins de semana comigo na praia e foi pura diversão! Conhecemos Jersey Shore de cabo a rabo! Meus babies completaram 1 ano de vida! Comemorei meu aniversário de 22 anos na praia com minha host family e minhas kids durante o dia, num parque aquático durante a tarde e num bar muito insano à noite com os irmãos do meu host dad, mesmo que no dia seguinte fosse dia de trabalho normal. 1 semana depois, comemorei com todas as minhas amigas num parque lindo aqui da região. Fiz water tubbing e water ski pela primeira vez e AMEI!

Jersey Shore com as amigas

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As principais dúvidas do programa Au Pair (Parte 4)

Publicado em Diário da Beatriz | 26 de dezembro de 2011 | 08:18 por Beatriz Morgado

Pra continuar essa série de posts com a principais dúvidas do programa Au Pair, queria adiantar uma coisa que acabei esquecendo! Junto com o blog do EmbaixadorSTB, eu também administro junto com a equipe um blog paralelo exclusivo sobre o programa Au Pair. Lá tem muitos posts com curiosidades e dicas, que podem completar um pouco as respostas para as dúvidas de vocês! Se quiserem dar uma olhada, o link é esse aqui: Club Au Pair STB! No útimo post, falei um pouquinho sobre a alimentação aqui nos EUA e algumas dicas para não engordar durante seu intercâmbio. Em breve terão outras dicas ainda melhores ;)

Se você já leu a parte 1, parte 2 e parte 3 dessa série, vamos ao que interessa: dar continuidade a essa série de perguntas e respostas:

O que fazer no dia a dia para entreter as crianças?

Eu sei que começo todas as minhas respostas dizendo que isso é relativo, mas é porque isso é tão importante que nem tenho outro jeito de começar a responder! Tudo depende da sua rotina, de quantas crianças você cuida, quais as idades e tudo mais.

Eu cuido de 4, sendo que os bebês gêmeos de 18 meses são os que mais exigem minha atenção e tempo. Com eles, não dá pra fazer muitas coisas. Tem duas playrooms (salas de brincar) na minha casa e eu fico horas e horas com eles sentada no chão, brincando de pega-pega (eles amam), coloco música para dançarem, espalho brinquedos no chão pra brincarem sozinhos, coloco filmes com bastante musiquinhas e é isso. É bem entediante, pra falar a verdade, mas acostumei! Quando tá calor lá fora, os levo para brincar no parquinho, no balanço ou na caixa de areia. É legal, pois o tempo passa bem rápido… o problema é que quase nunca faz calor!

Em relação às minhas kids maiores, eu passo mais tempo com minha menina de 5 anos. Ela não é uma criança fácil de lidar, mas eu tenho meus truques. Ela ADORA ficar no meu quarto, vestir minhas roupas e brincar de desfile. Ama organizar meus brincos em pares e colocar na caixinha de bijouteria, então às vezes dou uma bagunçada de propósito só para ela ter o que fazer. Ela ama quando faço as unhas dela, então sempre compro esmaltes novos (dos baratinhos, claro) e brincamos de salão. Ela também ama ficar brincando de tirar foto no meu computador, aí fiz uma lista de botões que ela não pode mexer e quando fica reclamona, boto pra brincar aqui. Uma das coisas que ela também adora é fazer arts and crafts: colorir, brincar de recortar coisas das revistas e tudo mais. E como eu também adoro isso, me divirto.

desenho das crianças

O problema é que só consigo brincar com minha menina quando os bebês estão dormindo, o que nem sempre acontece. Se eles estão acordados, é bem difícil e quase impossível de conciliar, pois os pequenos exigem muito de mim e minha menina acaba ficando ciumenta e fazendo de tudo pra chamar atenção, tadinha! Isso atrapalha muito minha rotina, mas faço tudo o que eu posso. Acontece…

Meu menino de 6 anos é super independente e muito inteligente. Ele pode ficar HORAS brincando de Lego, então não preciso me preocupar muito. Ele também gosta de pegar todas as almofadas da casa e lençóis para construir fortes. Tenho certeza que ele será engenheiro ou arquiteto. E ele também ama uns joguinhos de computador super educativos, então não tenho problemas em deixá-lo brincando enquanto cuido dos bebês. É uma paz! :) Nas raras vezes em que fico sozinha com ele, montamos quebra-cabeças ou brincamos de Lego juntos. Eu amo! Leia mais…


As principais dúvidas sobre o programa Au Pair (Parte 2)

Publicado em Diário da Beatriz | 05 de dezembro de 2011 | 10:22 por Beatriz Morgado

Mais um post de uma série de perguntas e respostas para ajudar as meninas que estão começando o processo para serem Au Pairs aqui nos Estados Unidos!

Esse post é a continuação desse aqui. Se suas dúvidas ainda não foram respondidas, comente aqui no blog que eu farei o possível para ajudar! :)

Vamos lá:

Quanto tempo demora para eu poder entrar em contato com as famílias americanas?

Bom, essa é a pergunta que mais tenho recebido das meninas que já entregaram o application e estão ansiosas para começarem a conversar com as famílias. A verdade é: não existe uma resposta definitiva para essa pergunta, tudo depende! Depende do quê? De SORTE, do que as famílias estão procurando e, principalmente, da qualidade do seu application. Quanto mais horas de experiência com crianças você tiver, melhor. Quanto melhor for seu inglês, mais fácil será de encontrar uma família que te aceite e mais fácil será de se comunicar com clareza e fechar um match. Quanto melhor for seu vídeo, mais as famílias vão querer falar com você. Assim como suas fotos.

A média de espera é de 2 meses para as primeiras famílias começarem a aparecer, mas há muitas exceções e centenas de casos diferentes. Já vi meninas esperando mais de 5 meses, enquanto euzinha da silva esperei apenas 1 semana para aparecerem 4 famílias de uma vez. É muito difícil responder a essa pergunta, queria ter uma ideia mais concreta do motivo de isso acontecer, pois sei muito bem que o desespero uma hora chega. Força na peruca, mulherada. Não desistam :) Lembrem-se que paciência é pré-requisito pra fazer parte do programa!

Como preencher o formulário médico exigido pela Au Pair Care?

Marque uma consulta com um clínico geral e leve toda a papelada. Não esqueça sua carteirinha de vacinas! Explique para o médico tudo sobre o programa, quanto tempo ficará fora do país e que precisa estar com a saúde 100% para embarcar! Alguns médicos só fazem perguntas, outros pedem exames.

Hora ou outra você terá que fazer, PELO MENOS, um exame de sangue para verificar se está tudo ok! Se puder fazer antes de consultar o clínico geral (com a indicação de outro médico de sua confiança – no meu caso, todos os meus exames foram requeridos pela minha ginecologista, que é a mesma há anos e me conhece bem!), melhor! Aí você já leva os resultados e ele já preenche os formulários na hora.

É MUITO importante que o médico preencha o formulário, não você! Deve ser assinado e/ou carimbado também. Acredito que todos os médicos saibam ler e escrever em inglês, então não terão problemas no preenchimento.

Devo levar meus objetos eletrônicos (laptop, celular, câmera etc) para os EUA ou vale a pena comprar aí?

Essa é uma pergunta super pessoal, pois cada um sabe das suas próprias necessidades! Baseada na minha própria experiência, vou expressar minha opinião:

Eu dei meu notebook para minha mãe e comprei um Macbook pra mim assim que cheguei nos EUA, pois era algo que eu queria há muito tempo e que não vale a pena comprar no Brasil. Além disso, uso muito o computador para escrever meus textos, editar minhas fotos e tudo mais. Essa era prioridade, então já deixei um dinheiro guardado pra gastar com isso.

Algumas host families emprestam um notebook para a Au Pair por algum tempo, até que ela junte uma graninha para comprar seu próprio. Eu não aceitaria essa situação, pois não gosto de mexer em coisa que não é minha, ainda mais computador que é coisa que você usa todo dia. Mas se for um caso à parte, pelo menos você terá acesso à internet sem problemas e conseguirá falar com sua família no Brasil! Coloque suas prioridades na balança, se você não pretende gastar dinheiro com isso aqui nos EUA, traga o seu do Brasil. Se pretende comprar um novo, verifique se você poderá usar o da host family enquanto economiza uma graninha, assim não precisa trazer seu computador “velho” e depois largar aqui sem uso… :)

Celular… não traga! 99,9% das famílias dão um celular para a Au Pair. Ok, na maioria dos casos são celulares super simples, mas nessa mesma maioria dos casos, eles pelo menos têm ligações e mensagens de texto ilimitadas para qualquer lugar dos EUA.

Eu não sei como consegui viver sem internet 3G por tanto tempo, sendo que estava super acostumada a usar isso no Brasil! Depois de 5 meses aqui nos EUA, acabei comprando meu próprio celular e agora pago minha própria conta, pois quis comprar um plano que eu também pudesse ligar para o Brasil e mandar mensagem para outros países também. Isso foi uma escolha minha, quase ninguém faz, mas é barato (em comparação com o Brasil). Pago 60 dólares por mês e tenho tudo isso + internet. Sério, não se preocupe com celular.

Câmera: depende de você. Se você tem uma câmera ótima no Brasil, traga! Mas se quer comprar uma melhorzinha, essas coisas não custam caro aqui. Eu comprei a minha no primeiro dia que pisei nos EUA e no Black Friday comprei outra semi-profissional e estou muito feliz com isso! Vale super a pena :)

A Au Pair Beatriz morgado e sua câmera novaFeliz com minha câmera nova :)

 

Continuem mandando suas perguntas!

Logo mais tem post novo no ar!

Beijo!

 


Apartamento de estudante ou casa de família?

Publicado em Diário da Rebiscoito | 02 de setembro de 2011 | 09:49 por Rebiscoito

Agora que já estou há algum tempinho aqui, já entendi a diferença entre morar em apartamento de estudantes ou casa de família, então vou explicar para vocês na esperança de que fique mais fácil na hora de escolher.

Aqui na Kings Colleges, a maioria das pessoas fica em casa de família vinculada com a escola. A média de idade dos alunos é um pouco mais baixa, com normalmente entre 17 e 22 anos. Conversei com eles sobre onde eles moram e deu para ter uma ideia da diferença entre ter uma host family e morar com outros estudantes em um apartamento.

Eu escolhi apartamento de estudante pois achei que teria mais liberdade para ir e vir, e não ia precisar prestar satisfações a ninguém. Peguei um apartamento com cozinha e um quarto single, assim eu poderia ter meu espaço e gastaria menos com comida, comprando tudo mais barato no supermercado e cozinhando o que eu estivesse afim de comer.

Casa de família

Geralmente costuma ser mais barato do que um apartamento de estudante mas você não pode escolher a sua família nem o endereço exato. Mas óbvio, se for vinculado com a escola, a casa da família vai ser mais ou menos perto da sua escola. Estudantes de 16 anos pra baixo tem horário para chegar em casa e as regras da casa geralmente mudam de família para família. Algumas tem horário para tomar banho, outras, uma regra específica em relação às refeições… Nunca se sabe o que teremos que encarar. Mas quando se é mais velho, geralmente eles dão mais liberdade tipo dar a chave da casa se se sentirem confortáveis com isso.

Sua host mother faz as refeições. Café da manhã, almoço ou jantar. Dependendo da casa você pode escolher 2 entre essas 3 opções. Outra coisa boa é que você pode conversar bastante com a sua host family para praticar seu inglês. Eles vão te explicar como as coisas funcionam na sua cidade e qualquer dúvida que você tiver, pode perguntar a eles. Um dos estudantes também me contou que sua host mother lavava as roupas dele cobrando um adicional ao preço da sua estadia.

Apartamento de estudante

Eu estou em um que, apesar de ser mais caro, é bem bacana. Ele é mais caro pois não é vinculado com a escola (o que era vinculado com a escola não tinha mais vagas), mas aqui eu tenho um quarto single, super confortável, apesar de ser pequeno, e divido a cozinha e o banheiro com mais 4 pessoas. Posso trazer visitas a partir das 10h da manhã até às 23h, ou seja: meus visitantes não podem dormir aqui mas, ao contrário da casa de família, posso chamá-los para uma visita, para fazermos um almoço juntos, etc. Sinto que as pessoas que moram aqui são mais maduras, são estudantes que já estão fazendo faculdade ou alguma pós graduação, e já são mais independentes.

A parte boa é que tenho mais liberdade. A parte ruim é que tive que me virar sozinha desde o começo da viagem e agora tenho que me preocupar com muito mais coisas, tipo: fazer mercado, cozinhar, lavar minha roupa.. Mas estou encarando isso como um grande crescimento pessoal, pois vou voltar pro Brasil sabendo fazer muito mais coisas do que já sabia fazer antes. Nunca tinha morado sozinha!

Tirei algumas fotos do apartamento de estudante que eu moro, chama-se Britannia City Student Living. Olha só que fofo:

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