Meu chefe Mickey Mouse

A minha relação com a Walt Disney World Resorts, nome oficial do complexo Disney, começou em julho de 2002 quando, aos meus 15 anos, ganhei de presente de aniversário dos meus generosos pais uma viagem para tal destino. A minha viagem foi um fracasso, um conjunto de calor excessivo que baixava a minha pressão diariamente; um clima extremamente úmido que me fazia suar como se tivesse corrido por horas mesmo estando ao ar livre há apenas cinco minutos; a multidão que lotava os parques e me deixava impaciente nas longas filas; e uma agência de viagens que, para a sorte dos futuros turistas, faliu no ano de minha viagem tal foi a má organização durante a minha expedição. Após aqueles longos 13 dias, disse a mim mesma que jamais voltaria para lá. Anos depois, descobri que estava errada.
Ao cursar hotelaria na Universidade de Sorocaba (UNISO), me deparei com um folder da agência de intercâmbio Student Travel Bureau (STB) que oferecia empregos temporários no complexo. Durante dois anos, pensei remotamente na possibilidade de me mudar novamente para os Estados Unidos, onde, aos 16 anos, havia feito um intercâmbio cultural de um ano freqüentando o colegial em Springfield, no estado do Missouri. No final de 2008, entretanto, decidi que era “agora ou nunca”. A apenas um semestre de concluir a faculdade, com um ótimo emprego e um namoro de longa data, hesitei em abandonar tudo por uma aventura, até que um dia, antes de dormir, rezei a Deus para que me indicasse o caminho: naquela noite tive um sonho maravilhoso passeando na Disney. No dia seguinte, mesmo sem conversar com os meus familiares, fui ao STB, dei entrada no meu programa e pedi a conta no meu trabalho: Leia mais…