
Junto com a barreira de Corais, Fraser Island está entre os patrimônios naturais australianos que são protegidos pelo governo e, mais ainda, pela população local. Com cerca de 250 km de praia, muitos lagos e árvores, esse é um lugar para aventureiros de plantão que estão em busca de muita natureza e adrenalina.
Transporte
Para chegar até a ilha, utilizamos uma balsa que sai de Hervey Bay e demora cerca de 50 minutos para chegar ao destino. Prepare a máquina fotográfica, pois durante a jornada os golfinhos parecem nos seguir e presentear-nos com seus shows de “saltos”. No meu caso, que nunca tinha visto um deles, fiquei maravilhada.
Ao chegar ao destino, o único transporte que nos possibilitava locomoção era uma quatro por quatro. Isso porque a estrada de terra, os obstáculos e o sobe e desce não possibilitam o uso de carros, motos ou algo do tipo.

Estávamos em um grupo de 13 pessoas e 2 grandes carros. Motoristas? Todos nós, mesmo inexperientes.
Tivemos uma pequena aula na agência em que fechamos o passeio, onde aprendemos um pouco sobre como dirigir na areia, o cuidado com os animais da ilha e algumas recomendações importantes. Mas foi na prática que vimos como e quão difícil é dirigir em locais como esses… Eu diria, quão emocionante isso é!
Ah, já ia me esquecendo. Prepare sua coluna, pois o carro balança demais e se você escolher sentar nos últimos bancos baterá as costas e a cabeça várias vezes por dia. Mas com o tempo se acostuma e acaba se divertindo com tudo isso!
Acomodação
Não sei ao certo que tipo de acomodação existe na ilha. Vi um hotelzinho perto de um mini centrinho (isso porque só tem um orelhão e uma vendinha no local). Perguntei para um dos guias e ele me disse que o hotel era simples e um pouco caro, mas recomendável para aqueles que não gostam de tanta aventura.
No meu caso, eu acampei. Barraca grande, dividida em duas partes, onde dormiram 6 pessoas. À noite fazia muito frio, por isso o uso de saco de dormir é altamente recomendável.
Existem vários campings na ilha. No caso de turistas, que estão indo pela primeira vez, os guias recomendam que eles fechem pacotes com agências que acabam se utilizando dos melhores campings, com banheiro e uma mini cozinha. Já os demais, que são frequentados por pessoas que estão na ilha quase toda semana, são mais simples e não possuem o mínimo de “infra-estrutura”.

Nas duas noites de acampamento fizemos uma fogueira, para aquecer do frio, e costumávamos cantar, fazer alguma brincadeira e contar histórias. Era muito legal pois pessoas de culturas diferentes sempre têm coisas diferentes para contar.
Alimentação
O famoso “bring your own” australiano, ou ‘traga a sua comida e bebida’ para os brasileiros… Você deve levar tudo!! Do café da manha à janta, incluindo as besteirinhas que adoramos comer nos intervalos, como chocolate, hehe.
Existe um mini mercado na ilha, mas é caríssimo e bem longe dos lugares turísticos. Isso significa que se você estiver em um grupo, como eu estava, eles podem decidir não ir ao mercado nenhum dia, então melhor levar tudo.
Nós levamos macarrão para a janta, pois nosso camping tinha uma mini cozinha, sem muitos utensílios domésticos. No almoço comíamos pão pulman com queijo e, nos intervalos, frutas e algumas bolachinhas!!
Cuidados na ilha
As primeiras coisas que você não deve esquecer são repelente e protetor solar. O sol é muito forte e na maior parte do tempo você estará andando sem cobertura nenhuma. Repelente? Imagina à noite, no meio do mato, quantos pernilongos e outros insetos terão? Saindo do banho você tomará outro banho de repelente e mesmo com calça, meia e blusa de frio eles conseguirão te morder.
Se você é alérgico, como eu, um antialérgico é mais do que recomendável!!
Outro cuidado que você deve ter na ilha é com os DINGOS. Cachorros do mato que, segundo os guias, são bem perigosos e atacam ao se sentirem ameaçados. Na agência também aprendemos sobre postura e olhar ao encontrar com o dingo.
No acampamento vi vários deles, mas estava sempre em um lugar seguro, com o grupo, e eles mesmos se afastaram. O que eu posso dar de dica para você que está indo para ilha é: ande sempre com 3 ou 4 pessoas, principalmente durante a noite, e, se possível, com um pau na mão. Os guias recomendam isso porque ao ver várias pessoas o cachorro se afasta ao invés de atacar.
Aborígenes
Fomos surpreendidos duas vezes pela presença de um deles no nosso camping e posso descrever a experiência como inesquecível.
Na primeira delas, durante a noite, quando estávamos cantando perto da fogueira um deles apareceu com seu instrumento e começou a tocar. No começo me assustei um pouco porque estava bem escuro e não estava esperando ele aparecer, mas depois foi tranquilo.
Um outro momento foi durante o dia, quando estávamos indo para um dos passeios e ele chegou. Sentou com todos nós, pintou nossos rostos e nos contou um pouco sobre as mudanças na ilha e os cuidados que devemos ter pra continuar conservando todas as belezas. Nesse encontro me emocionei porque lembrei muito dos índios brasileiros. Como muitos deles gostariam de preservar suas moradias, mas infelizmente não tem o apoio do governo… Anyway, foi indescritível o que senti!

No próximo post, falarei mais sobre passeios, lugares turísticos e locais que visitei. Espero que tenham gostado.
Beijossss