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Natal em Sydney

Publicado em Diário da Camila | 24 de dezembro de 2011 | 08:15 por Camila Silva

Eu nunca imaginei passar o natal longe da minha família, muito menos em um país diferente do Brasil. Mas hoje posso dizer que a sensação é INEXPLICÁVEL!!

Sinceramente, esperava mais pela decoração de Sydney. Achei que seria um natal dos sonhos, que a cidade estaria super iluminada, cheia de luzes e árvores de natal. Pelo contrário, Sydney abusa muito mais dos festivais natalinos do que da decoração.

Em vários pontos da cidade, grupos de crianças, adultos, velhinhos, famílias se reuniam para cantar músicas de Natal ou falar algo sobre o nascimento de Jesus. Era algo simples, feito no meio da rua, shoppings e meios de transportes, mas que despertavam ainda mais o espírito natalino na população que assistia.

Das poucas e simples decorações existentes, uma me chamou muita atenção. Era uma igreja, na city, no meio da George St que a noite recebia um show de luzes que a tornava linda. Não tinha como não parar e observar aquela beleza!

Decoração natalina da George St

Assim como no Brasil, no Natal, dia 24 e 25 de dezembro, a maior parte das lojas e mercados fecham e as famílias se reúnem. Mais que no Brasil, aqui era fácil ver as famílias unidas, indo para um determinado lugar.

Nós não fizemos diferentes, Juntamos um grupo de 30 amigos e fazemos uma festa em estilo brasileiro. Passamos o dia cozinhando, todos juntos.

À noite comemoramos essa data com muita alegria e saudade de nossas famílias. Muitos choraram e se emocionaram, mas o abraço daquele amigo que se tornou irmão na Austrália ajudou a confortar!!

passando o natal em sydney

Presente STB de Natal…

Claro que não poderia esquecer do SUPER presente que o STB concedeu a mim e minha família.

Intercambistas do mundo inteiro, que escrevem para esse blog contando suas experiências, gravaram um vídeo para seus familiares, amigos, namorados, para expressar um pouquinho da saudade que sentiam e do tamanho da felicidade que desejam a eles. Foi algo muito difícil de fazer, devido a emoção que senti, mas prazeroso. Leia mais…


Conhecendo Fraser Island

Publicado em Diário da Camila | 23 de dezembro de 2011 | 08:52 por Camila Silva

Junto com a barreira de Corais, Fraser Island está entre os patrimônios naturais australianos que são protegidos pelo governo e, mais ainda, pela população local. Com cerca de 250 km de praia, muitos lagos e árvores, esse é um lugar para aventureiros de plantão que estão em busca de muita natureza e adrenalina.

Transporte

Para chegar até a ilha, utilizamos uma balsa que sai de Hervey Bay e demora cerca de 50 minutos para chegar ao destino. Prepare a máquina fotográfica, pois durante a jornada os golfinhos parecem nos seguir e presentear-nos com seus shows de “saltos”. No meu caso, que nunca tinha visto um deles, fiquei maravilhada.

 

Ao chegar ao destino, o único transporte que nos possibilitava locomoção era uma quatro por quatro. Isso porque a estrada de terra, os obstáculos e o sobe e desce não possibilitam o uso de carros, motos ou algo do tipo.

Estávamos em um grupo de 13 pessoas e 2 grandes carros. Motoristas? Todos nós, mesmo inexperientes.

Tivemos uma pequena aula na agência em que fechamos o passeio, onde aprendemos um pouco sobre como dirigir na areia, o cuidado com os animais da ilha e algumas recomendações importantes. Mas foi na prática que vimos como e quão difícil é dirigir em locais como esses… Eu diria, quão emocionante isso é!

Ah, já ia me esquecendo. Prepare sua coluna, pois o carro balança demais e se você escolher sentar nos últimos bancos baterá as costas e a cabeça várias vezes por dia. Mas com o tempo se acostuma e acaba se divertindo com tudo isso!

Acomodação

Não sei ao certo que tipo de acomodação existe na ilha. Vi um hotelzinho perto de um mini centrinho (isso porque só tem um orelhão e uma vendinha no local). Perguntei para um dos guias e ele me disse que o hotel era simples e um pouco caro, mas recomendável para aqueles que não gostam de tanta aventura.

No meu caso, eu acampei. Barraca grande, dividida em duas partes, onde dormiram 6 pessoas. À noite fazia muito frio, por isso o uso de saco de dormir é altamente recomendável.

Existem vários campings na ilha. No caso de turistas, que estão indo pela primeira vez, os guias recomendam que eles fechem pacotes com agências que acabam se utilizando dos melhores campings, com banheiro e uma mini cozinha. Já os demais, que são frequentados por pessoas que estão na ilha quase toda semana, são mais simples e não possuem o mínimo de “infra-estrutura”.

 

Nas duas noites de acampamento fizemos uma fogueira, para aquecer do frio, e costumávamos cantar, fazer alguma brincadeira e contar histórias. Era muito legal pois pessoas de culturas diferentes sempre têm coisas diferentes para contar.

Alimentação

O famoso “bring your own” australiano, ou ‘traga a sua comida e bebida’ para os brasileiros… Você deve levar tudo!! Do café da manha à janta, incluindo as besteirinhas que adoramos comer nos intervalos, como chocolate, hehe.

Existe um mini mercado na ilha, mas é caríssimo e bem longe dos lugares turísticos. Isso significa que se você estiver em um grupo, como eu estava, eles podem decidir não ir ao mercado nenhum dia, então melhor levar tudo.

Nós levamos macarrão para a janta, pois nosso camping tinha uma mini cozinha, sem muitos utensílios domésticos. No almoço comíamos pão pulman com queijo e, nos intervalos, frutas e algumas bolachinhas!!

Cuidados na ilha

As primeiras coisas que você não deve esquecer são repelente e protetor solar. O sol é muito forte e na maior parte do tempo você estará andando sem cobertura nenhuma. Repelente? Imagina à noite, no meio do mato, quantos pernilongos e outros insetos terão? Saindo do banho você tomará outro banho de repelente e mesmo com calça, meia e blusa de frio eles conseguirão te morder.

Se você é alérgico, como eu, um antialérgico é mais do que recomendável!!

Outro cuidado que você deve ter na ilha é com os DINGOS. Cachorros do mato que, segundo os guias, são bem perigosos e atacam ao se sentirem ameaçados. Na agência também aprendemos sobre postura e olhar ao encontrar com o dingo.

No acampamento vi vários deles, mas estava sempre em um lugar seguro, com o grupo, e eles mesmos se afastaram. O que eu posso dar de dica para você que está indo para ilha é: ande sempre com 3 ou 4 pessoas, principalmente durante a noite, e, se possível, com um pau na mão. Os guias recomendam isso porque ao ver várias pessoas o cachorro se afasta ao invés de atacar.

Aborígenes

Fomos surpreendidos duas vezes pela presença de um deles no nosso camping e posso descrever a experiência como inesquecível.

Na primeira delas, durante a noite, quando estávamos cantando perto da fogueira um deles apareceu com seu instrumento e começou a tocar. No começo me assustei um pouco porque estava bem escuro e não estava esperando ele aparecer, mas depois foi tranquilo.

Um outro momento foi durante o dia, quando estávamos indo para um dos passeios e ele chegou. Sentou com todos nós, pintou nossos rostos e nos contou um pouco sobre as mudanças na ilha e os cuidados que devemos ter pra continuar conservando todas as belezas. Nesse encontro me emocionei porque lembrei muito dos índios brasileiros. Como muitos deles gostariam de preservar suas moradias, mas infelizmente não tem o apoio do governo… Anyway, foi indescritível o que senti!

No próximo post, falarei mais sobre passeios, lugares turísticos e locais que visitei. Espero que tenham gostado.

Beijossss
;)

 


Uma tarde romântica de outono no Hyde Park ♡

Publicado em Diário da Rebiscoito | 22 de dezembro de 2011 | 09:58 por Rebiscoito

Uma das estações do ano mais lindas para se ver aqui em Londres é o outono. As árvores deixam a cidade mais colorida e viva, e as folhas caídas se misturam com o verde das gramas deixando o chão totalmente coberto de cores quentes. Pena que dura pouco… O jeito é tirar várias fotos para guardar de recordação e lembrar sempre!

rebiscoito com o namorado no Hyde Park

Um bom lugar para passar uma tarde de outono é um dos “must see” daqui de de Londres: o Hyde Park. Ele fica no centro de Londres e é um dos lugares com maior área verde da cidade – tem aproximadamente 2,5 km² de lindos jardins, além de um lago chamado Serpentine que divide o parque em 2 partes. Fora toda essa área verde, ele tabém possui uma infinidade de restaurantes super gostosos e alguns monumentos como por exemplo um memorial feito em homenagem à Princesa Daiana, que morreu em 1997.

Outono no Hyde Park, em Londres
Outono no Hyde Park.
Outono no Hyde Park. Com um esquilo.

Eu e o Maikel, meu namorado, resolvemos passar uma tarde lá fazendo piquenique e vendo o sol se pôr. Apesar do friozinho que estava fazendo no dia, nos agasalhamos bem com várias camadas de roupa, cachecol e luvas para podermos ficar a vontade e aproveitar o clima. Levamos até uns pãezinhos que tínhamos em casa para dar para os patos no lago. Incrível como eles ficam loucos quando a gente chega na beira do lago com um saquinho! hahaha. Foi uma tarde super gostosa porque tinha um monte de famílias com seus filhos, pessoas passeando com os cachorros… E a paisagem do outono só ajudava a deixar o programa mais romântico! Leia mais…


A capital histórica da Alemanha, Berlim (Parte 2)

Publicado em Diário do Raphael, Dicas de Viagem, Embaixador | 21 de dezembro de 2011 | 10:22 por Raphael Zilberknop Mendes

Eu tinha comentado no meu primeiro post sobre Berlim que tive a oportunidade de conhecer o Portão de Brandemburgo e o Reichstag. No nosso segundo dia de viagem, tivemos um dia mais longo e conhecemos mais um pouco de Berlim. Fomos  ao Palácio de Charlottenburg, ao Checkpoint Charly, ao Monumento ao Holocausto, à Potsdamer Platz, à Kürfurstendamm (Ku’damm) e ao Europa Center.

Acordamos bem cedo pela manhã e, após um café da manhã reforçado, partimos para o nosso primeiro destino:  Schloss Charlottenburg (Palácio de Charlottenburg). Fizemos um tour guiado com áudio e fomos conhecendo a história desse palácio que foi construído no estilo barroco italiano entre 1695 e 1699.

Passeio pelo Palácio de Charlottenburg

O palácio é realmente bem bonito por dentro e por fora, foi parcialmente destruído ao longo de sua história mas foi reformado para tentar reconquistar ao máximo a sua identidade original.

Palácio de Charlottenburg por dentro, lindo.

Hoje em dia, o palácio serve apenas como museu, mas um detalhe curioso na sua história é que durante os anos de 2004 e 2006 ele serviu de sede para o Presidente da Alemanha, pois o Palácio Bellevue, que era sua residência oficial, estava sendo reformado. Recomendo a visita, realmente muito bonito.

Logo após o Palácio de Charlottenburg, nosso próximo destino foi o Checkpoint Charly, um posto militar entre a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental durante a Guerra Fria. Era apenas um de vários postos militares espalhados por Berlim, mas acabou se tornando um símbolo da Guerra Fria, representando a separação do leste e do oeste.

Checkpoint Charly vista do lado de fora

Infelizmente, não entramos no Checkpoint Charly, mas vale muito apena ir até lá, nem que seja para conhecer a atmosfera do lugar. Tem vários cafés e barzinhos legais para sentar e tomar alguma coisa. Normalmente é um local cheio de turistas.

Uma dica que eu dou para quem for ao Checkpoint Charly é levar o seu passaporte brasileiro. Pagando apenas €1 eles carimbam o seu passaporte como se você tivesse viajando da Alemanha Oriental para a Alemanha Ocidental.

Seguindo nosso dia corrido, fomos direto para o Holocaust-Mahnmal (Monumento ao Holocausto). É claro que foi um dos lugares mais tristes que tive a oportunidade de conhecer, mas a experiência e o que você sente quando vai lá é algo inexplicável.

Holocaust-Mahnmal(Monumento ao Holocausto)

Foi projetado pelo arquiteto Peter Einsenman e, de acordo com o texto do projeto dele, os blocos são desenhados para produzir uma intranquilidade, um clima de confusão, e a escultura toda ajuda a representar um sistema supostamente ordenado e que perdeu o contato com a razão humana. Leia mais…