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Visto… Malas… Despedidas… E o tão esperado embarque!

Publicado em Diário da Camila | 14 de junho de 2011 | 10:02 por Camila Silva

Tenho que assumir que quando vi a quantidade de documentação que tinha que juntar para enviar à embaixada e solicitar o visto eu assustei. Meu Deus! Quantos documentos!

Mas nada como respirar fundo e correr até um despachante para pedir ajuda. E como eles ajudam viu!

O mais importante em um visto de estudante é provar que você está vindo para a Austrália estudar e, talvez, trabalhar para se manter por aqui. Para isso, comprovantes de estudos no Brasil são importantes e podem provar o seu comprometimento com os estudos. Logo, não é um “bicho de sete cabeças” se você realmente deseja vir para estudar.

A primeira dica que eu posso dar para você que está solicitando o visto é não deixar nada para a última hora. A partir do momento que você decidiu fazer intercâmbio, escolheu o local e a escola, comece a preparar a documentação. Isso ajuda muito! Foram muitas as vezes que fui ao cartório tirar cópia autenticada e ao banco pedir comprovantes bancários, por isso tempo é sempre essencial.

A segunda dica é: compre uma pasta e vá colocando ali todos os documentos que são solicitados.  Isso ajuda na organização e na conferência dos documentos que você já tem e do que falta.

Bom… Após conferir toda a documentação com a Joice do STB e a despachante que me ajudou, e enviar tudo para a embaixada, restou-me esperar ansiosamente pela resposta. Não consigo escolher um adjetivo para descrever como me senti quando recebi o e-mail dizendo que o meu requerimento havia sido finalizado e o visto concedido. Uhuuu… Agora é só arrumar as malas!

Malas? Aiaiai, não é tão fácil quanto parece.

Uns sugerem que você coloque tudo em cima da cama, antes de por dentro da mala, outros falam que o melhor é fazer uma lista de tudo que você deseja levar, e para alguns a melhor opção é tirar as roupas do guarda roupa e colocar direto na mala. Sem contar aquelas pessoas que insistem em dizer: não esquece isso, já pegou aquilo?

Com tantas sugestões, posso dizer que fiz um pouco de tudo, mas nem assim foi uma tarefa fácil. Na véspera da viagem as malas não estavam prontas, havia roupa espalhada pela casa toda, e eu ainda tinha dúvida do que levar.

Mas vamos lá. Se você está próximo do embarque, com visto e passagem aérea em mãos, sugiro que comece arrumar as malas agora! É isso mesmo. Tempo novamente é a chave para o sucesso.

Na semana da viagem eu estava nervosa, ansiosa, com os sentimentos à flor da pele. Mas mesmo assim tinha que me preocupar em fazer as malas, em decidir o que levar e o que deixar em casa. Essa tarefa se tornou mais difícil quando percebi que não dava para trazer tudo o que eu desejava.

Por estes e outros motivos sugiro que você comece a organizar as coisas cerca de 15 dias antes do embarque, ou ainda antes, se você, como eu, for um pouquinho indecisa :) Só assim, na semana do embarque, haverá menos coisas para fazer e se preocupar.

Enfim… Eu deixei para arrumas as coisas na última hora e acabei esquecendo muita coisa que deveria trazer, e trazendo coisas desnecessárias. Além de sofrer por ter que praticar o desapego, principalmente devido à sensibilidade por estar chegando a hora do embarque. Não sigam o meu exemplo!

Tirando essa parte de arrumar as malas, que para mim se tornou chata, os últimos dias no Brasil foram marcantes e intensos. Despedir da família, amigos, cachorro, casa, carro, minhas coisas, meu cantinho na minha casa… Não foi nada fácil.  Porém, comecei a fazer isso um mês antes do embarque: a janta preferida na casa da vó, a melhor lanchonete com as amigas, a balada preferida, as melhores músicas, horas e horas no telefone, abraços apertados nos amigos, parentes e no afilhado mais lindo que alguém pode ter. Ah, só de pensar a saudade aumenta.

Mas enfim, fiz isso tantas e tantas vezes que a despedida foi menos dolorosa.

Era véspera do embarque. Casa cheia de primos, tias e a vozinha que havia vindo do interior para se despedir. O frio na barriga era incontrolável. Ao mesmo tempo em que eu queria que chegasse logo a hora, temia a cada minuto que avançava o relógio. Essa foi uma daquelas noites em que virei de um lado para o outro, contei carneirinhos, pensei, pensei de novo, e nada me fez pegar no sono. E na verdade eu não queria dormir. Queria ficar ali, no meu cantinho, no meu quarto, com as minhas coisas, aproveitando os últimos minutos.

E logo chegou a hora de acordar. Mas como diz a lei de Murphy, nada é ruim o bastante que não possa piorar. Não bastava eu estar ansiosa, nervosa. Ao acordar, recebi a notícia que minha vó havia ido para o hospital durante a noite e tinha sido internada.

Sim, minha vozinha que veio do interior para me levar ao aeroporto não passou bem durante a madrugada, foi para o hospital e estava internada. A correria foi um pouco maior e todos os tios e primos que iam ao aeroporto se despedir de mim, acabaram tendo que ir para o hospital visitar minha vó.

Mas como toda brasileira, eu não desisti e tentei ser forte até o final. E não é que no fim deu tudo certo? A ida ao aeroporto foi incrível. Parecia passar um vídeo na minha mente do que tinha acontecido nos últimos dias e de tudo que estava para acontecer. Era impossível conter as lágrimas.

Fiz o check in 3 horas antes do embarque e depois disso pude respirar um pouco mais fundo e pensar: “Ufa… está dando tudo certo, agora é só esperar e embarcar.”. Mas que espera era aquela? O relógio parecia estar parado, e quando se aproximava a hora de embarcar, ele parecia correr.

Fiquei ali, com minha mãe, meu pai e meu primo. Posso dizer que esse foi um momento muito difícil para mim, especialmente quando chegou a hora de dizer tchau e tive que abraçar minha mãe sabendo que ia demorar um bom tempo para isso acontecer novamente.

E lá fui eu. Sozinha, mas confiando que Deus estava comigo e que daria tudo certo.

Adianto que tive alguns probleminhas na minha viagem. Certa companhia aérea atrasou o voo e tive que ficar um dia INTEIRO no Chile. Mas aguarde, isso eu contarei no próximo post….beijos e até mais!




4 Comentários
  • Mari

    Nossa, Camila, realmente a hora de dar o tchau para entrar na área de embarque é a pior de todas! Passei pela mesma coisa que vc quando fui para a Inglaterra sozinha! Mas pode ter certeza que vale muito a pena!! Boa sorte na Austrália! Bjão

    14 de junho de 2011 às 11:41 Responder
    • camilasilva

      Oi mari
      POis é…essa hora é tensa!!
      Estou aqui há um tempinho já e tenho visto que vale muito a pena mesmo, apesar da saudade só aumentar cada vez mais hehehe
      Voce ainda esta na Inglaterra?
      bjs e boa sorte onde quer q esteja hehe

      15 de junho de 2011 às 10:06 Responder
  • Randal Godoy

    Boa Noite,
    Camila, tudo bem?
    estou com uma pequena dúvida, á questão de trabalho no país que você optou, você vai arrumar quando chegar no pais, ou arrumou no Brasil? se pagou pelo este trabalho?.
    Obrigado
    Abraços.
    Randal Godoy

    15 de junho de 2011 às 22:02 Responder
    • Camila

      Oi Randal…por aqui tudo bem e por ai???
      Bom…eu vim sem trabalho do Brasil, mas consegui arrumar aqui. É bem parecido com o Brasil, vc vai nos Cafés, restaurantes, pizzarias, bares e entrega seu curriculo. Normalmente, se eles estao precisando eles já marcam um trainning com voce.
      Não conheço ninguem que veio para Australia (Sydney) e nao conseguiu emprego. se voce procurar vc acha
      Aqui tambem tem algumas agencias que voce entrega o curriculo e trabalha em jogos de futebol, shows, eventos, casamentos e tal…

      Que eu saiba, o unico país que permite que estudantes saiam do Brasil com trabalho garantido é o Canada. Mas nao tenho mais informações a respeito.

      Abraços…camila

      3 de julho de 2011 às 0:31 Responder
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