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Como é fazer um High School no exterior?

Publicado em Diário do Raphael, Embaixador, High School, Intercâmbio | 17 de janeiro de 2012 | 10:22 por Raphael Zilberknop Mendes

Prometi neste post, no qual dei um noção básica do High School na Alemanha, que voltaria a falar de #HighSchool, só que dessa vez, de uma maneira mais aprofundada e explicando melhor o sistema para quem pretende fazer e ainda não conhece.

Ao fazer intercâmbio na Alemanha, você estudará em uma escola pública e não necessariamente ficará na sua série atual do Brasil. No início cheguei em uma série mais básica, para desenvolver melhor o meu idioma, e agora que meu alemão melhorou significativamente estou numa série mais avançada. Mas para a convalidação ao voltar para o Brasil, a série que você estudou aqui não é importante, e sim o período, matérias, horas, etc.

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No início foi bem complicado mudar completamente a rotina, estudar em uma escola muito diferente da minha no Brasil e relativamente grande para o padrão europeu, com pessoas novas e lidando com a dificuldade com a língua alemã. Hoje em dia respiro aliviado, e posso dizer que toda a adaptação valeu muito a pena.

Paguei muitos micos no início, na verdade, estou pagando até hoje! O pessoal se diverte muito, e faz tudo parte da experiência. Conheci muita gente nesse tempo morando aqui, e o tempo está passando voando, parece que foi ontem que eu cheguei, sem brincadeira.

Nesse curto espaço de tempo desenvolvi meu alemão como nunca imaginava desenvolver, minha host family tem me elogiado bastante, meus novos colegas também, tenho realmente evoluído bastante. É uma língua complicada, e sem a prática, não vai!

Agora na minha classe nova, mudei um pouco as minhas matérias/horários, e, além das matérias que já fazia antes (das quais comentei no primeiro post sobre #HighSchool), passei a fazer Política e Economia. Ainda troquei Artes por Música, Física por Biologia e Religião por Filosofia.

Uma escola pública europeia costuma ter um ensino mais qualificado do que uma escola particular no Brasil. E agora que estou aqui, me pergunto: por que muitos de nós pagam mensalidades absurdas em colégios particulares? Até quando será que vamos ter que pagar para ter um ensino de qualidade? A Alemanha é um exemplo a ser seguido nessa questão.

entrada da escola de Gesamtchule KaiserplatzUma das entradas da minha escola, Gesamtchule Kaiserplatz.

Durante as aulas aqui é levada muito a sério a participação dos alunos. O professor passa as aulas questionando e eles conseguem ensinar o conteúdo para os alunos de uma forma divertida e diferente. Tenho professores excelentes!

No geral, ainda é bastante complicado entender o vocabulário específico e termos técnicos em alemão, mas os medos que eu tinha no início do meu intercâmbio de perguntar algo ou de entender diálogos básicos está começando a ir embora.

A diversidade de culturas na Alemanha é impressionante. Tenho colegas da Espanha, Turquia, Croácia, Polônia, Itália, dentre outras nações. E além de aprender a cultura alemã, que é o principal objetivo desse intercâmbio, acabo adquirindo um conhecimento de outras culturas e hábitos também. Leia mais…


A capital histórica da Alemanha, Berlim (Parte 3)

Publicado em Diário do Raphael, Embaixador, Intercâmbio | 28 de dezembro de 2011 | 10:25 por Raphael Zilberknop Mendes


Para quem ainda não havia acompanhado o meu primeiro e o meu segundo dia em Berlim, podem clicar nos links abaixo antes de lerem sobre o meu terceiro e penúltimo dia na Capital Berlinense.

No post sobre o primeiro dia, falei sobre a minha chegada a Berlim e a ida ao Portão de Brandemburgo e ao Reichstag.

No post sobre o segundo dia, falei sobre o Palácio de Charlottenburg, o Checkpoint Charly, o Monumento ao Holocausto, a Potsdamer Platz, a Ku’damm e o EuropaCenter.

No meu terceiro dia em Berlim com a Step In e os outros 51 intercambistas, fomos visitar o Museu Pergamon, localizado na Museumsinsel (Ilha dos Museus), a Catedral de Berlim, a Universidade Humboldt e a Eastside Gallery, que é o local onde podemos encontrar a maior parte preservada do Muro de Berlim.

Partimos cedinho para a Ilha dos Museus, que além de ser cercada pelo Rio Spree recebe este nome porque tem cinco famosos museus ao seu redor: Pergamon Museum, Altes Museum, Neues Museum, Alte NationalGalerie e o Bode Museum.

Ilha dos Museus, em berlimIlha dos Museus, na capital, Berlim

Nessa ilha antigamente localizava-se o “Palácio da Cidade de Berlim”, era um palácio real no centro de Berlim. Em 1950, ele foi totalmente demolido pelo governo comunista da Republica Democrática da Alemanha, que o encarava como uma recordação inaceitável do passado imperial. Após alguns anos, retomaram a ideia de reconstruí-lo.

O Museu Pergamon recebe aproximadamente 1 milhão de visitantes anualmente, sendo então o museu de arte mais visitado da Alemanha. Ele é dividido em três partes: Coleção de Arte da Antiguidade Clássica, Museu do Antigo Oriente Próximo e O Museu de Arte Islâmica. Leia mais…


Alemanha x Bélgica – Meu primeiro jogo de futebol europeu.

Publicado em Diário do Raphael, Embaixador, Intercâmbio | 01 de dezembro de 2011 | 10:05 por Raphael Zilberknop Mendes

Tive a grande oportunidade de ir pela primeira vez em um jogo de futebol europeu, ou melhor ainda, não só de futebol europeu, mas entre duas Seleções Européias.

O jogo foi em Düsseldorf, na Esprit Arena. O estádio inclusive já sediou a Copa do Mundo da Alemanha de 1974, mas claro que de lá pra cá passou por muitas reformas, e como vocês podem ver hoje em dia é uma arena bem moderna:

O jogo fez parte da última partida da fase de qualificação para a EuroCup 2012. Na verdade, a tricampeã mundial Alemanha já estava classificada, mas o jogo continuava valendo algo significante e importante, pois podia bater um recorde.

A Alemanha poderia se juntar à Espanha sendo as duas únicas Seleções a ganhar 10 partidas em 10 jogos da fase de qualificação. Até então, a Alemanha já possuía nove vitórias, faltava a última!

Já para a Bélgica, valia a classificação. Se ganhasse, se classificaria ao lado da Alemanha no Grupo A que ainda tinha Turquia, Azerbaijão, Áustria e Cazaquistão.

Os dois últimos jogos do Grupo A eram Alemanha x Bélgica e Turquia x Azerbaijão. A Bélgica precisava, para se classificar em segundo lugar, ganhar da Alemanha e ainda e ainda torcer por um tropeço da Turquia, mas a história foi bem diferente.

A Turquia acabou ganhando por 1×0, e a Alemanha, felizmente, passou por cima da Bélgica e ganhou por 3×1.

A cultura do futebol europeu é muito diferente da do brasileiro! Me chamou atenção a proximidade dos lugares em relação ao gramado, sem nenhuma tela ou proteção entre o gramado e as primeiras fileiras de espectadores, e o fato de o estádio inteiro permanecer sentado, se levantando apenas em gols ou lances de perigo.

visão do estádio de fútebol na Alemanha

Reparem na proximidade das primeiras fileiras em relação ao gramado, banco de reservas, bandeirinhas.. É realmente impressionante. Claro que para ficar ali do lado é mais caro: nesse jogo era preciso desembolsar nada mais, nada menos, do que oitenta euros.

A Alemanha começou o primeiro tempo com um golaço do craque Mesut Özil, que joga no Real Madrid da Espanha. E eu fiz, mais uma vez, um vídeo amador bem no momento do gol para mostrar para vocês!

A Alemanha ainda marcou mais dois, e a Bélgica marcou seu gol no final da partida que acabou em 3×1 para os donos da casa.

Ainda tirei essa foto da parte interna do estádio, que é quase todo coberto e tem uma pequena parte aberta em seu centro. Ele tem capacidade para 52 mil pessoas e estava completamente lotado neste dia.

É claro que não podia faltar a bandeira do Brasil no jogo né? Lá estava ela me acompanhando estendida nas costas dos alemães. Camarote brasileiro? Haha!

E vocês acreditam que, no intervalo do jogo, um Argentino me abordou pedindo para tirar foto com a bandeira brasileira? Cena inusitada que nem essa só aqui!

É isso, enquanto aguardam a proxima postagem aqui no Blog do Embaixador, podem seguir conferindo notícias através do twitter @raphaelzm .


Kölner Dom: A Catedral mais alta do mundo

Publicado em Diário do Raphael, Dicas de Viagem, Embaixador, Intercâmbio | 26 de outubro de 2011 | 10:00 por Raphael Zilberknop Mendes

Como eu havia citado no post anterior, no dia do show do Red Hot Chili Peppers, fui a Köln(Colônia) e, lá, pude conhecer a Kölner Dom (Catedral de Colônia). A Catedral mais alta do mundo. Seu exterior de estilo gótico levou mais de 600 anos para ser construído. No século XIII (1248) foi iniciada sua construção, que só foi terminada em 1880.

Quando a catedral terminou de ser construída, era a construção mais alta do mundo. Nos dias de hoje, fica apenas com o título de Catedral mais alta do mundo.

Durante a Segunda Guerra Mundial, diversos bombardeios atingiram Colônia, e inclusive a Catedral, que permaneceu em pé. Sua reconstrução foi terminada em 1956.

A tradição diz que, no interior da Catedral, está guardado o relicário de ouro com os restos mortais dos Três Reis Magos: Gaspar, Baltazar e Melchior.

A catedral é considerada o maior local turístico da Alemanha, atraindo cerca de 20 mil turistas por dia, e 6 milhões por ano. A UNESCO descreveu a Catedral como “”exceptional work of human creative genius”. Traduzindo: Um excepcional trabalho de uma genial criação humana. Superando até mesmo pontos turísticos de Berlin e Munique.

A Catedral fica localizada no centro da cidade, exatamente do lado da Hauptbahnhof (principal estação de trens de Colônia), e na volta dela existem os mais diversos restaurantes, bares e também lojas, lojas e lojas.

Leia mais…