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Quanto custa na Alemanha?

Publicado em Diário do Raphael, Dicas de Viagem, Embaixador, High School | 03 de fevereiro de 2012 | 09:26 por Raphael Zilberknop Mendes

Algumas pessoas já me perguntaram isso, e a pedido do STB, resolvi fazer um post em relação ao custo de vida na Alemanha. Desde coisas básicas até cultura, lazer, comida, viagens.. Mostrando que muitas coisas que vocês nem imaginam podem ser mais baratas aqui, mas como também outras coisas acabam sendo mais caras.

Vou falar sobre a Alemanha num contexto geral, é claro, com exceção do estado de Bayern (Baviera), onde fica localizada a cidade Munique. O estado da Baviera é o mais caro da Alemanha para se viver em TODOS os sentidos. Tudo la é mais caro, além do sotaque/dialeto complicadíssimo de alemão que eles possuem.

Um euro equivale hoje em dia aproximadamente a R$2,50. Mas uma dica que eu deixo para vocês e que eu já ouvi muito aqui é a seguinte: quem converte, não se diverte.
Por favor, não venham para cá e fiquem convertendo para real cada coisa que vocês comprarem na rua, porque vocês vão se assustar diversas vezes durante o dia ao ver que estão pagando, por exemplo, R$5,00 em um “coffe to go”.

O custo de vida na Alemanha e na Europa como um todo muitas vezes acaba nos surpreendendo positivamente – com exceção do Reino Unido, por exemplo, onde eles usam a libra esterlina e acaba saindo tudo mais caro.

Para quem ainda não sabe, a moeda usada em quase toda a Europa é o Euro (). O euro é a moeda ofícial de 17 países dos 27 que integram a União Europeia. Sempre lembrando, como eu citei neste post há um tempo atrás, a maneira mais fácil de lidar e economizar nesse sentido: Cartão Travel Money.

Essa diferença de Brasil x Alemanha é bastante relativa. Em relação a lazer, por exemplo, ao ir no show da sua banda favorita no Brasil, você pode acabar gastando até R$400. Por aqui, você gasta a metade disto, e ainda garante a melhor categoria do show.

Se você quer comprar roupas, deixe para comprar as roupas de inverno quando chegar aqui, porque são realmente mais baratas. Se está planejando sua viagem para o inverno/outono e precisa de roupas para essas estações, eu aconselho muito a esperar para comprar aqui. Coisas básicas para o frio como luva, touca e cachecol podem ser compradas nas H&M que têm espalhadas pela Alemanha inteira.

Um grande exemplo é que aqui na Alemanha no auge do inverno (janeiro/fevereiro) neva bastante, e por isso antes de vir para cá eu estava desesperado por uma bota impermeável. Estava com aquela bota da Timberland dos sonhos na cabeça, custava R$500 na minha cidade no Brasil, mas cheguei aqui e paguei a metade deste preço.

Em relação ao transporte público, eu posso dizer que dei muita sorte nesse quesito: acabei vindo morar no estado de Nordrhein-Westfalen, que tem um convênio entre o transporte público e o governo do estado para estudantes. Isso me permite ter livre acesso a qualquer meio de transporte público em praticamente meu estado inteiro por apenas R$25 mensais. Ou seja, posso viajar para várias cidades legais aqui da volta, sem desembolsar nada além dos R$25 mensais. Leia mais…


Como é fazer um High School no exterior?

Publicado em Diário do Raphael, Embaixador, High School, Intercâmbio | 17 de janeiro de 2012 | 10:22 por Raphael Zilberknop Mendes

Prometi neste post, no qual dei um noção básica do High School na Alemanha, que voltaria a falar de #HighSchool, só que dessa vez, de uma maneira mais aprofundada e explicando melhor o sistema para quem pretende fazer e ainda não conhece.

Ao fazer intercâmbio na Alemanha, você estudará em uma escola pública e não necessariamente ficará na sua série atual do Brasil. No início cheguei em uma série mais básica, para desenvolver melhor o meu idioma, e agora que meu alemão melhorou significativamente estou numa série mais avançada. Mas para a convalidação ao voltar para o Brasil, a série que você estudou aqui não é importante, e sim o período, matérias, horas, etc.

via

No início foi bem complicado mudar completamente a rotina, estudar em uma escola muito diferente da minha no Brasil e relativamente grande para o padrão europeu, com pessoas novas e lidando com a dificuldade com a língua alemã. Hoje em dia respiro aliviado, e posso dizer que toda a adaptação valeu muito a pena.

Paguei muitos micos no início, na verdade, estou pagando até hoje! O pessoal se diverte muito, e faz tudo parte da experiência. Conheci muita gente nesse tempo morando aqui, e o tempo está passando voando, parece que foi ontem que eu cheguei, sem brincadeira.

Nesse curto espaço de tempo desenvolvi meu alemão como nunca imaginava desenvolver, minha host family tem me elogiado bastante, meus novos colegas também, tenho realmente evoluído bastante. É uma língua complicada, e sem a prática, não vai!

Agora na minha classe nova, mudei um pouco as minhas matérias/horários, e, além das matérias que já fazia antes (das quais comentei no primeiro post sobre #HighSchool), passei a fazer Política e Economia. Ainda troquei Artes por Música, Física por Biologia e Religião por Filosofia.

Uma escola pública europeia costuma ter um ensino mais qualificado do que uma escola particular no Brasil. E agora que estou aqui, me pergunto: por que muitos de nós pagam mensalidades absurdas em colégios particulares? Até quando será que vamos ter que pagar para ter um ensino de qualidade? A Alemanha é um exemplo a ser seguido nessa questão.

entrada da escola de Gesamtchule KaiserplatzUma das entradas da minha escola, Gesamtchule Kaiserplatz.

Durante as aulas aqui é levada muito a sério a participação dos alunos. O professor passa as aulas questionando e eles conseguem ensinar o conteúdo para os alunos de uma forma divertida e diferente. Tenho professores excelentes!

No geral, ainda é bastante complicado entender o vocabulário específico e termos técnicos em alemão, mas os medos que eu tinha no início do meu intercâmbio de perguntar algo ou de entender diálogos básicos está começando a ir embora.

A diversidade de culturas na Alemanha é impressionante. Tenho colegas da Espanha, Turquia, Croácia, Polônia, Itália, dentre outras nações. E além de aprender a cultura alemã, que é o principal objetivo desse intercâmbio, acabo adquirindo um conhecimento de outras culturas e hábitos também. Leia mais…


Alemanha? Curiosidades e dicas de um país ainda pouco explorado para intercâmbios!

Publicado em Diário do Raphael, Dicas de Viagem, Embaixador, High School | 07 de dezembro de 2011 | 10:09 por Raphael Zilberknop Mendes

Olá, leitores! Hoje vim falar para vocês um pouco sobre a Alemanha. Embora seja um país muito desenvolvido e em constante crescimento no cenário mundial, é ainda pouco explorado por intercambistas comparado a Estados Unidos, Canadá e Austrália por exemplo. É claro que de um tempo pra cá o número de estrangeiros, brasileiros ou não, vêm aumentando consideravelmente no território alemão, seja para estudar em universidades, high schools, mestrados, cursos ou outros tipo de intercâmbio.

mapa da alemanha

Mas esse número ainda é muito pequeno comparado a países “mais procurados” para realizar intercâmbio. Sempre lembrando a primeira frase que minha prof. de alemão Renata me disse ainda nas minhas primeiras aulas no Brasil: “O inglês é essencial e o alemão é o DIFERENCIAL”.

É claro que aprender inglês é importante em todos os sentidos, mas ter um diferencial como o alemão, o francês ou o mandarim no currículo é muito importante também!

Retirei essa citação do site do Goethe Institut – uma das mais famosas e renomadas escolas para se aprender alemão tanto no Brasil, como aqui na Alemanha:

“Quem aprende uma nova língua conhece um novo mundo.”
(Johann Wolfgang von Goethe)

“Alemão é uma das principais línguas na ciência, pesquisa e tecnologia, mas também no âmbito da cultura e do turismo ela é imprescindível. A Alemanha está no centro da Europa e, hoje, mais de 100 milhões de pessoas se comunicam em alemão.”

Vou dar o exemplo da amiga que também é #EmbaixadoraSTB  aqui no Blog do Embaixador, Beatriz Morgado: a irmã dela realizou um intercâmbio para a Alemanha há alguns anos. Ela não sabia falar nada de alemão, mas depois do término do intercâmbio voltou para o Brasil falando alemão fluentemente. Hoje em dia, ela trabalha em uma empresa multinacional alemã com sede no Brasil, e um dos diferenciais para ela ter sido contratada foi o conhecimento na língua alemã.

O país também tem a maior economia da Europa, com um dos mais importantes setores industriais/agrônomos do mundo.  Para os fãs automobilísticos, Porsche, Mercedes, Audi, Volkswagen, BMW… todas essas marcas de carro são daqui.

carro alemão

A Alemanha  é uma nova opção de intercâmbio para vocês, e vir pra cá é uma oportunidade de abrir novos caminhos. Inclusive o STB possui diversas opções de intercâmbios na Alemanha.

Um dos meus principais motivos por ter deixado de lado os Estados Unidos por exemplo, é que morando na Europa eu tenho um leque de opções de programas e viagens muito maior comparado aos quais eu teria nos Estados Unidos.  Por estar sempre perto de tudo aqui, o transporte é muito fácil e eficiente.

O país tem 16 estados, sendo 3 deles cidades-estados: Hamburgo, Bremen e a também capital alemã Berlim. Também é o segundo maior importador e o segundo maior exportador de mercadorias do mundo. Leia mais…


High School na Alemanha!

Publicado em Diário do Raphael, Embaixador, High School | 27 de setembro de 2011 | 10:25 por Raphael Zilberknop Mendes


E aí pessoal, hoje vim falar pra vocês como funciona a minha rotina  no famoso  High School, vulgo ensino médio, ou como vocês preferirem chamar.

O sistema de #highschool na Alemanha é muito diferente comparado ao do Brasil.

Eu acordo aqui normalmente por volta das 7:00 am, a escola começa às 08:10 am, e eu vou para a escola mais ou menos às 07:40 am de Straßenbahn. E, believe me, se o Straßebahn está marcado para chegar em tal horário, ele provavelmente vai chegar.

O sistema de transportes na Alemanha é muito bom, nunca tinha visto algo igual, seja trens, ônibus, bondes.. São extremamente pontuais. Então não esperem contar com possíveis atrasos aqui na Alemanha, porque são raros, então é melhor ser bastante pontual.

Horários, matérias, professores, aulas, quantidade de lessons, colegas. Tudo isso varia muito na minha escola. Eu estou sempre trocando de classe, matéria e colegas o tempo todo, o que na minha opinião é bastante interessante, porque dá a oportunidade de conhecer várias pessoas durante diferentes aulas.

Mas no meu caso em especial, eu tenho seis lessons de 45 minutos cada, com um intervalo de 5 minutos entre cada lesson. Mais um intervalo de 20 minutos após as 2 primeiras lessons da manhã e outro intervalo de 15 minutos após as quatro primeiras lessons da manhã. Para quem tem aulas à tarde, no final do turno da manhã tem uma hora de intervalo para o almoço na escola.

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