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Quanto de inglês, nós podemos aprender na Austrália

Publicado em Diário da Camila | 02 de março de 2012 | 09:01 por Camila Silva

A Austrália é um país cuja cultura e temperatura são bem parecidas com as do Brasil. Logo, muitos brasileiros se identificam com o país e vem para cá fazer intercâmbio, passear, trabalhar ou apenas conhecer. Dessa forma, se o seu objetivo é aprender inglês é importante que você saiba que aqui, na Austrália, existem muitos brasileiros. Quando me falaram sobre isso na agência do STB, eu achei que tinha bastante, mas fui surpreendida. Tem MUITO, mas muito brasileiro por aqui. Chego a ouvir português no mercado, no shopping, nas ruas. Claro que não supera o inglês, mas encontram-se muitos brasileiros.

Acho esse ponto essencial. Isso porque é necessário muito foco no inglês e no seu objetivo em estudar fora, para que você ou se afaste deles ou fale inglês com eles. Não dá para sair do Brasil, pagar caro por um curso, se afastar da família e passar por tudo que passamos por estar longe do nosso lar, para ficar falando em português. A não ser que seu objetivo seja passear e fazer amizade.

Ah, só para lembrar… Você encontrará muitos brasileiros na sua escola, mas é fora dela, na rua, que deve aproveitar ainda mais o inglês. Aprendemos muito na escola, mas foi fora dela que aprendi a falar, lidar com erros e problemas, ouvir e entender as pessoas falando em inglês.

Minha experiência por aqui é a prova disso.

Foco nos estudos

Nos primeiros 6 meses de Austrália optei por me afastar dos brasileiros. Eles estavam na minha escola mas eu evitava amizade. Tudo isso pelo simples motivo de querer falar apenas inglês e focar no meu objetivo.

Quando saía, preferia estar com as pessoas de nacionalidade diferente da minha, claro que no nosso grupo sempre havia outros brasileiros, mas falávamos em inglês, pois esse era o idioma comum do nosso grupo. Só assim todos entenderiam.

Posso dizer que aprendi muito nessa época. Aprendi a entender o “sotaque” de pessoas de outros países, como os asiáticos, e principalmente, muitos vocabulários e gírias, usar sinônimos, fazer mímicas quando queria me expressar e não sabia a palavra correta.

Era uma situação engraçada pois estávamos todos aprendendo, ninguém era fluente, então um ajudava o outro com o que sabia. Italianos, japoneses, espanhóis, russos e alemães, todos juntos na busca de um idioma que não era nada fácil de aprender.

Com o pessoal do intercâmbio

Convivendo com brasileiros

 

Mais tarde, conheci 3 brasileiros fantásticos. O André, o Leonardo e a Angelina.  Nós estudávamos juntos e, por mais incrível que pareça, só falávamos em inglês. Foram 3 meses de convivência. Estudo na classe e fora dela, almoço, passeios, viagens… E só inglês!!! Leia mais…


O churrasco, do jeito dos australianos!

Publicado em Diário da Camila | 18 de fevereiro de 2012 | 08:30 por Camila Silva

Sempre fui apaixonada por churrasco. E mais ainda por aquela confraternização com os amigos com muita comida e bebida.

Quando cheguei à Austrália, minha preocupação era: “O que vou fazer sem tudo isso?”. Mas essa preocupação era pura ilusão minha… Além de não ficar sem churrasco, eu passei a fazer isso mais vezes com os amigos que conheci no intercâmbio.

 

Churrasco australiano

Se existe um povo que gosta de churrasco de modo parecido com os brasileiros é o povo australiano. Para eles, se tem festa é com churrasco. Se vão à praia, tem churrasco… Tudo é motivo!

Mas esse churrasco é um pouquinho diferente daquele que estamos acostumados no Brasil, pois as praias australianas contam com um espaço coberto por gramado que a maior parte das brasileiras não tem, e é nesse espaço que ficam as chamadas “churrasqueiras”, que para nós brasileiros, seriam apenas chapas quentes.

Churrasco e muita festa na Austrália

E são nessas chapas que os australianos fazem churrasco. Além de não usarem carvão e espetos, ainda há outra diferença: eles costumam comer carne de hambúrguer e linguiça.

Imagina eu, na minha primeira semana de Austrália, fascinada por picanha, num churrasco regado a pão com hambúrguer e queijo, igualzinho aqueles das redes de fast food.  Não surtei porque estava com um povo muito animado, e a alegria da galera me contagiou.

Mas brasileiro sempre dá um jeitinho…

Ao saber que na Austrália as churrasqueiras eram como chapas eu me desesperei um pouco. Não queria ficar sem picanha assada, sem aquele cheirinho de churrasco… Mas esse desespero durou pouco.

Brasileiro sempre dá um jeito, e aqui não seria diferente. Sabe aquele bloco que está ali na rua, na frente daquela casa em construção? Sabe a grelha do fogão? União perfeita não é?? Rs! ;)

E fica tudo mais perfeito quando descobrimos que no bairro português (isso porque lá vivem a maior parte dos portugueses que estão na Austrália), existe um açougue barato, que vende peças de picanha, asinha, linguiça… Uhuuu!!! É uma pena que não tenho fotos desse primeiro momento.

Mais tarde conheci alguns brasileiros que já estão na Austrália há 3 anos. Sabe o que eles tinham? Uma churrasqueira!!!!!!!

Ah, que delicia… Churrasquinho na praia, sol, cheirinho de fumaça, picanha e tudo em estilo brasileiro. Desse jeito fica difícil sair dessa terra dos cangurus, viu!

Assim foi minha primeira experiência com  o churrasco estrangeiro! Até o próximo churrasco, ou post!!! Rs!

;) )


Uma visita ao parque Featherdale Wild Life

Publicado em Diário da Camila | 11 de fevereiro de 2012 | 08:44 por Camila Silva

Hoje vou falar de um lugar aqui na Austrália que foi um dos que eu simplesmente me apaixonei!!! Esse lugar é o Featherdale Wild Life. Pense em um parque onde você pode tocar nos animais, brincar e tirar muitas fotos com eles. Não há adulto que não vire criança nesse lugar!!

Logo no início me deparei com muitos pássaros, coloridos e que faziam um som lindo. Podíamos tocá-los, mas sempre tomando cuidado para não receber uma bicada, hehehe.

Conhecendo o parque Featherdale Wild Life

Andando pelo parque, deu para ver os primeiros cangurus. Esses eram filhotes e me encantei. Eles são muito amigáveis e, ao ver um grupo de pessoas, se aproximam e querem brincar.

O mais engraçado era ver que os bichinhos se divertiam com os visitantes. Se percebiam que alguém estava lhe dando atenção eles corriam em nossa volta, como quem brinca de pega-pega.

O parque é cheio de animais, como pelicanos que parecem esculturas, por serem tão grandes. Patos, lagartos, pinguins, morcegos, pavões, e muitos mais… Alguns ficam presos em gaiolas, mas a maioria fica solta pelo parque. Desta forma fica fácil encontrar os animais, principalmente os cangurus pelo caminho.

E os coalas? Ah, que ursinho mais lindo!! E preguiçoso…

Fiquei uns 20 minutos na frente do mesmo coala, e ele não abriu o olho e não se mexeu. Parecia mais um bicho preguiça do que qualquer outra coisa. Mas isso lhe deixava mais lindo ainda, dando vontade de trazer um para casa. Leia mais…


Como um estudante brasileiro consegue trabalhar na Austrália

Publicado em Diário da Camila | 27 de janeiro de 2012 | 09:40 por Camila Silva

Quando converso com estudantes que estão pensando em vir para Austrália, uma das primeiras perguntas que eles me fazem é: “Você conseguiu emprego fácil?”. E eles ficam impressionados quando eu digo que “Sim”.

Como conseguir um emprego?

Minha primeira experiência de trabalho na Austrália foi por indicação. Um amigo que conheci aqui namorava a gerente de uma churrascaria brasileira que me ajudou. Esse foi fácil, mas acredito que continuar no emprego, mesmo com indicação, depende de você e do seu esforço.

Eu trabalhava no período da noite, começava às 18:00 e terminava às 21:30, no máximo 23:00, tudo dependia do movimento de clientes. Durante a semana era tranquilo, mas ficava muito pesado aos sábados. Havia filas para entrar no restaurante, e nós trabalhávamos muito.

Depois de 5 meses lá, eu decidi que queria estudar à noite e trabalhar da manhã, e de preferência não trabalhar no fim de semana. Aí comecei minha busca por outro emprego.

Nessa hora você tem que deixar a vergonha de lado e bater de porta em porta, entregar seu currículo e dizer que está procurando emprego. Quando fiz isso, as primeiras vezes, me surpreendi, pois eles são receptivos demais!

Na época eu decidi que iria trabalhar em cafés da cidade, pois geralmente eles não abrem aos finais de semana. Ia até o local, chegava no balcão e perguntava se podia entregar meu currículo, que eu era brasileira, estudante e estava procurando emprego. A pessoa (de 10 que visitei, 8 faziam isso) pedia para eu sentar em alguma mesa do local, chamava o gerente que me oferecia água e conversava comigo sobre o que eu estava fazendo em Sydney, quantas horas estudava, o que sabia fazer, etc… Claro que tudo isso era para ele perceber um pouco do meu nível de inglês, mas achei interessante o fato de eles demonstrarem interesse e respeitarem a pessoa que está oferecendo serviço.

Tudo bem diferente do Brasil, onde você entrega o seu currículo para o segurança e não sabe nem se ele chegará às mãos do responsável.

Além da opção “boca a boca” de entregar currículo de porta em porta, existe um site que disponibiliza vagas de emprego diárias, o www.gumtree.com.au.

As empresas, cafés e restaurantes entram nesse site e publicam as vagas na parte destacada como Jobs.

Além de poder encontrar as vagas de emprego, você pode publicar o serviço que oferece. Por exemplo, eu publiquei que eu era cleanner (faxineira) e estava à disposição para realizar trabalhos em casas de um determinado bairro. Três pessoas me ligaram interessadas no serviço.

Este tipo de publicação deve acontecer na parte Post ad, na parte superior da página, ou no campo Jobs wanted, onde você já determina o campo de trabalho em que irá trabalhar.

Currículo

Bom, quando cheguei aqui, eu não tinha a mínima ideia do que colocar no meu currículo. Fiz um, seguindo o modelo brasileiro que eu tinha. Mostrei para algumas pessoas que já estão em Sydney há alguns anos e elas me disseram que aquele era o tipo de currículo que eu deveria entregar em escolas, caso eu quisesse trabalhar na minha área, Pedagogia. Como eu sabia que meu inglês ainda não era suficiente para isso, desisti do mesmo.

Foi aí que um amigo me ajudou. No currículo você coloca coisas que você já tenha feito na sua própria casa ou em outras oportunidades, como em hotéis, restaurantes, etc.

No meu caso, eu coloquei que havia trabalhado no Brasil em hotéis como housekeep (arrumadeira de quartos) e cleanner (faxineira), ou em restaurantes como waitress (garçonete), ajudante de cozinha etc. Nada muito sofisticado e que eu não conseguiria fazer. Leia mais…