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1 ano nos Estados Unidos! Mas já?

Publicado em Diário da Beatriz | 16 de maio de 2012 | 10:21 por Beatriz Morgado

 

Yoooohooo!

Acabo de completar bodas de papel no meu intercâmbio! Palmas pra mim! Clap, clap, clap! 1 ano, minha gente!

Quando estava começando a escrever esse post, notei um monte de posts comemorativos aqui no blog, então já quero aproveitar para dar parabéns para o Rapha, que tá lá na Alemanha, e para a Rebiscoito, em Londres, ambos completando 6 meses de intercâmbio! Que delícia! Como passa rápido! E como passa devagar ao mesmo tempo. É uma sensação que só a gente que tá longe de casa consegue explicar, né?

Bolo que minha host family fez para celebrar meu primeiro ano aqui nos EUA!

Já fiz uma série de posts comemorativos no começo da minha saga como Embaixadora STB e até uma retrospectiva do ano de 2011 com uma lista dos pontos altos do meu intercâmbio. Agora, completando 12 meses de “american way of life”, não podia deixar de postar algo sobre isso.

A maioria das Au Pairs que vem para os Estados Unidos encarar esse desafio fica apenas 1 ano. Eu vou ficar 1 ano e meio, pois resolvi estender minha estadia por mais 6 meses. (Quer saber mais sobre como funciona a extensão do programa Au Pair? Clique aqui).

Depois de tanto tempo fora de casa, percebi que ando muito pensativa, refletindo sobre todas as mudanças e todas as não-mudanças também. Vivo fazendo listas imaginárias de todas as coisas que aconteceram comigo aqui nos EUA que não poderiam ter acontecido em qualquer outro lugar. Reflito sobre o que aprendi, os hábitos que adquiri, as amizades que conquistei, as viagens que fiz e as que ainda quero fazer nos meus próximos e últimos 6 meses.

Todo intercambista veterano diz que durante seu intercâmbio sua vida muda muito. E sabem qual é a parte mais difícil disso? Voltar pra casa. Dizem isso porque normalmente as coisas “em casa” estão exatamente como você deixou. Você muda tanto em 12, 18 ou 24 meses, mas quem ficou vivendo a mesma vidinha de sempre, sem muitas aventuras, vai ser provavelmente encontrado da mesma forma, sem muitas mudanças. Talvez mais gordinhos ou magrinhos, com um status de relacionamento diferente, mas nada muito além.

Confesso que mesmo sabendo de todas essas coisas, não vejo a hora de abraçar minha família e amigos e nem ligo que eles estejam todos iguais! Ao mesmo tempo, parece que meus 18 meses totais como intercambista não serão suficientes para realizar todos os meus planos, para fazer todas as viagens que desejo e coisas do tipo. Ai que difícil. E há 3 coisas que andam me preocupando bastante também:

Como vou levar todas as coisas que adquiri nos Estados Unidos da América para o meu querido Brasil? Leia mais…


O gigantesco Museu do Holocausto em Washington, DC

Publicado em Diário da Beatriz | 09 de maio de 2012 | 15:46 por Beatriz Morgado

 

No fim de semana que fui passear em Washington, DC com minhas amigas e já comecei a contar no post anterior, coloquei como prioridade uma visita ao United States Holocaust Memorial Museum, um dos maiores museus do mundo em memória a todas as pessoas que sofreram com o terror do holocausto nos anos 30 e 40 durante a Segunda Guerra Mundial.

Eu já tive a oportunidade de visitar diversos museus e exposições do tipo, ainda mais em viagens que fiz para a Europa, principalmente Alemanha, mas nunca havia visitado um museu que tenha me prendido tanto a atenção como esse de Washington, DC.

Sua construção foi aprovada pelo congresso americano nos anos 80 e só abriu em 1993, quase dez anos atrás. É um dos museus mais populares do Smithsonian Institute e agora, depois da minha visita, consigo entender o motivo. Calculamos uma visita de, no máximo, duas horas ao museu do holocausto no nosso itinerário, mas acabamos ficando mais de 4 horas lá dentro, totalmente presas pela quantidade de informações e chocadas com o que um dia seres humanos foram capazes de fazer.

Havia muitas famílias com crianças em várias exibições do museu, o que não achei muito apropriado, afinal a história do holocausto na Segunda Guerra Mundial é muito intensa e o museu fez questão de expor fotos e artefatos reais daquela época, que deixam qualquer pessoa arrepiada. Porém, se você estiver com crianças e mesmo assim não quer deixar de passar por lá, há uma exibição dedicada a elas chamada “Remember the Children: Daniel’s Story”. Essa parte do museu apresenta a história do Holocausto de um jeito que as crianças conseguem entender e foi aprovada por vários psiquiatras infantis. Milhões de jovens, pais e professores visitam essa exibição anualmente e realmente é muito legal e muito bem feita. Mesmo sendo para crianças, foi uma das exibições que mais gostei, muito interativa e muito clara. Leia mais…


Smithsonian Institute e outras curiosidades sobre Washington, DC

Publicado em Diário da Beatriz | 04 de maio de 2012 | 10:44 por Beatriz Morgado

Uma das vantagens de morar na Pensilvânia é estar pertinho de Nova York, New Jersey, Delaware, Virginia e DC, estados com bastante coisas legais para explorar em viagens de fins de semana, que acabam sendo a melhor alternativa para quem quer passear durante o programa Au Pair fora das férias!

Depois do bate-e-volta em New York, eu e minha fiel escudeira Kainara, resolvemos explorar a famosa cidade do presidente: Washington, DC!

Uma amiga da Ká acabou de chegar nos EUA e está morando numa área ótima em Washington. E sim, ela também veio como Au Pair e está se dando super bem! :-)  Com a vantagem de termos onde ficar (a host mom dela, um amor, até comprou um colchão extra para que ela possa receber as amigas) e nem nos preocuparmos com hotel, não pensamos duas vezes em ir pra lá passar um fim de semana.

Pegamos ônibus da empresa Megabus na sexta à noite, que saiu de Philadelphia direto para Washington DC. A viagem durou 3 horas. Chegamos lá à noite para podermos acordar cedo e aproveitar o máximo do sábado.

Logo de cara já amei o fato de saber que DC tem metrô pra todo lado e é super fácil de se entender com as linhas. Eu tenho um QI super baixo para esse tipo de coisa, até hoje nunca consegui entender bulhufas de como funcionam as coisas em Nova York (acho que preciso de aulinhas com a Baunilha…) e acabei gastando uma fortuna de táxi em Paris porque não conseguia entender como funcionava tudo aquilo. Até hoje, os únicos lugares que consegui me adaptar ao metrô foi Londres, Chicago e Washington! Achei o sistema de todos esses lugares super parecido com o de São Paulo, que já estou acostumada, então peguei “as manhas” rapidinho! Além de tudo, todas as estações de metrô que parei em Washington são LINDAS, organizadas e limpíssimas!!! Nota 10! :-)

Com meu guia Lonely Planet na mão, fui lendo e descobrindo diversas coisas interessantíssimas sobre DC: Além de ser a cidade onde reside o Presidente Barack Obama, a cidade também é conhecida pelas maravilhas de uma outra pessoa: James Smithson! Mas peraí… quem é esse cara?

A história é longa e complexa, mas basicamente James é um cientista britânico que NUNCA visitou os Estados Unidos, mas “deu de presente” ao país o Smithsonian Instituiton, que é simplesmente um complexo GIGANTE de museus! O maior complexo de museus do mundo, diga-se de passagem.

E sabem o que é o mais legal disso? TODOS os museus que fazem parte do Instituto Smithsonian são de graça, isto é, praticamente 90% dos museus da cidade de Washington, DC. Mas por que de graça, minha gente? Porque o James Smithson queria nada mais, nada menos do que difundir o conhecimento pelo mundo e achava que não faz sentindo algum as pessoas terem que pagar por isso! Justo ou não? Leia mais…


Philadelphia Zoo: O primeiro zoológico dos Estados Unidos

Publicado em Diário da Beatriz | 01 de maio de 2012 | 09:42 por Beatriz Morgado

Perto do feriado de Páscoa, minhas crianças tiveram uma semana de folga na escola, o famoso “spring break” americano. Foi bem difícil os 4 pimpolhos em casa o dia inteiro, ainda mais com a diferença de idades e tudo mais. Por isso, no último dia de folga, que foi uma sexta-feira, minha host mom resolveu que iríamos todos passar o dia no zoológico da Philadelphia, que fica a mais ou menos 1h e 20 minutos de onde eu moro, aqui no subúrbio.

Eu já havia ouvido falar muito bem desse zoológico e estava doida pra conhecer, principalmente porque ele é super famoso e faz parte da história americana “de tabela”! Eu tinha a mania de achar que todo zoológico é igual, tem sempre as mesmas coisas… mas quando você tá em um país diferente, sempre acaba encontrando animais que nunca imaginou existir! Foi uma oportunidade muito bacana!

O fato mais interessante sobre o Philadelphia Zoo é que ele foi realmente o primeiro zoológico a ser construído nos EUA. O zoo começou a ser planejado no ano de 1859, mas só foi abrir 15 anos depois, graças aos efeitos da guerra civil americana que estava acontecendo na época. Mesmo com todas as dificuldades, o zoológico foi inaugurado já com 1.000 animais e cobrava a pechincha de 25 centavos a entrada! Dá pra acreditar?

O Philadelphia Zoo é o mais antigo dos EUA

Hoje em dia, o zoológico da Philadelphia é um dos maiores do país, abrigando mais de 1.300 animais, muitos deles raríssimos ou em extinção. Além disso, já ganhou diversos prêmios e é conhecido pela capacidade de manter animais que geralmente não se adaptam muito bem em cativeiro.

De uns anos pra cá, o Philadelphia Zoo tem recebido diversas reformas para melhoria nos abrigos dos animais e também para os visitantes. Muitas coisas na estrutura do zoo começaram a receber melhorias depois de uma tragédia que aconteceu em 1995: ocorreu um incêndio terrível em um prédio ao lado da área dos primatas que acabou matando 23 animais, todos espécies em extinção. Os animais morreram dormindo com a inalação da fumaça (envenenamento por monóxido de carbono), nenhum deles chegou a ser queimado. Triste, né? :(

Para compensar, em 1999 o zoo inaugurou uma área nova para os primatas, a PECO Primates Reserve. Foi a minha parte favorita da visita, considerando que adoro macacos e acho que são os bichos mais divertidos de se observar num zoológico. A área é linda e o modo em que foi construída nos deixa quase em contato direto com os animais. Incrível! Nunca havia experimentado nada igual na vida! Nunca fiquei tão perto de um gorila!!! Leia mais…